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HU homenageia famílias de doadores de órgãos

Objetivo é valorizar aqueles que pensaram em ajudar o próximo mesmo diante da dor da perda de um familiar

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Da Redação

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Objetivo é valorizar aqueles que pensaram em ajudar o próximo mesmo diante da dor da perda de um familiar

O Hospital Universitário, através da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), promove homenagem aos familiares de doadores de órgãos. Em 27 de setembro, Dia Nacional da Doação de Órgãos, dez famílias que autorizaram a doação em 2018 participam da solenidade, que acontece no saguão do Hospital, às 10h.

A primeira edição do evento aconteceu em setembro de 2017. Desde então, está no saguão a “Árvore da Vida”, um totem com os nomes dos doadores e receptores, que pode ser vista por todos que passam pelo Hospital. “A Árvore da Vida é uma homenagem permanente. O objetivo é valorizar durante os 365 dias do ano aqueles que num momento de dor pensam na vida do próximo e têm um gesto de solidariedade”, afirma o Enfermeiro e Coordenador da CIHDOTT, Guilherme Arcaro.

“O evento ajuda a colocar o tema para a sociedade e estimula os familiares conversarem antes do acontecimento de um evento trágico”, afirma a psicóloga do HU, Tatiana Martins. Ela esclarece que, independentemente da possibilidade de doação, assim que os pacientes são internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) há um acompanhamento psicológico dos familiares. Este contato facilita o processo acolhida e abordagem sobre a doação de órgãos.

Em 2018, o HU destinou 15 órgãos de seis doadores. “Quando a família autoriza a doação, o Hospital Universitário faz a captação e destinação dos órgãos a receptores compatíveis”, afirma Arcaro. O encaminhamento para Curitiba ocorre a partir do ranking da Central de Transplante de Órgãos Central Estadual de Transplantes (CET/PR). “Os receptores que aguardam um órgão no Paraná são prioridade, mas já houve casos que destinamos para outros estados como São Paulo”, esclarece.

Sobre a doação

Após diagnóstico de morte encefálica no hospital, com a autorização da família, a CET/PR é notificada pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos – CIHDOTT sobre a existência de possível doador. A partir do comunicado, a Central emite uma listagem de potenciais receptores e mobiliza uma equipe médica especializada para a retirada dos órgãos e tecidos. Todo o processo deve acontecer num curto espaço de tempo. Em alguns casos, como transplante de coração, o tempo entre a retirada do órgão do doador e o transplante no paciente não pode ultrapassar quatro horas.

Informações Assessoria de Imprensa.

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