Richa apoia reformas e destaca compromisso com PG
Candidato ao Senado, ex-governador se diz favorável às mudanças previdenciárias e políticas, além de destacar trabalho realizado pela região.

Candidato ao Senado, ex-governador se diz favorável às mudanças previdenciárias e políticas, além de destacar trabalho realizado pela região.
O Jornal da Manhã e o portal aRede abrem hoje uma série de entrevistas com os principais candidatos ao Senado pelo Paraná, de acordo com a última pesquisa realizada pelo Ibope a respeito da corrida eleitoral. O primeiro entrevistado é o ex-governador Beto Richa.
Durante a conversa com a equipe do JM, Richa destacou os avanços conquistados pelo Paraná e firmou um compromisso de seguir atuando com a política municipalista caso chegue ao Senado. O candidato ainda ressaltou a responsabilidade que possui com os eleitores de Ponta Grossa e dos Campos Gerais por conta dos investimentos realizados com o apoio do programa Paraná Competitivo e também se mostrou favorável às reformas atualmente em discussão em Brasília, como a política e a previdenciária.
Jornal da Manhã: O que motiva o senhor a concorrer a uma vaga no Senado?
Beto Richa: Chego com as credenciais da minha trajetória política, com muita eficiência. Inclusive como prefeito de Curitiba, onde apareci em todas as pesquisas como o melhor prefeito da cidade, com mais de 10 mil obras realizadas. E também duas eleições vitoriosas ao governo no Estado, assumindo compromissos sem politicagem. Quando foi preciso adotar medidas eficientes, adotamos. Embora alguma incompreensão em um primeiro momento, realizei o ajuste fiscal que equilibrou as contas do Estado em meio a uma crise financeira que atingiu todas as administrações públicas. Herdei dívidas da ordem de R$ 4 bilhões e honrei todos os compromissos. Firmei as finanças e modernizei o Estado. Tive determinação e coragem, olhei o futuro do Paraná e o bem estar da população, que hoje colhe os frutos das medidas acertadas que fizemos.
JM: Durante os quase 8 anos frente ao governo do Paraná, os trabalhos realizados pela gestão do senhor foram marcados por um caráter municipalista. É possível continuar com este viés no Senado?
Richa: Mais do que isso. É um compromisso que firmo com o municipalismo no Senado Federal. São nas cidades que as pessoas vivem, então são nelas que precisamos investir para garantir o desenvolvimento e qualidade de vida. Sempre trabalhando em favor das pessoas. Quero repetir no Senado este empenho. Existem pautas dos municípios em Brasília, e uma delas é a revisão do pacto federativo. Existe uma concentração extravagante dos recursos em Brasília, mas é o prefeito quem está mais próximo das pessoas e sabe o que deve ser feito. Temos que rever esse pacto e concentrar mais recursos nos municípios.
JM: Qual a principal bandeira que o senhor deve levantar caso chegue ao Senado?
Richa: A bandeira do Estado do Paraná. Diferente das que vemos, de senadores empunhando bandeiras político-partidárias e carregadas de ideologia. O que os três senadores trouxeram ao Estado do Paraná nos últimos anos? Eu não saberia dizer. É um crime, foram eleitos pelos votos dos paranaenses e não podem trabalhar contra nós! Cito como exemplo o Proinveste [Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal], em 2014, no período agudo da crise. O programa oferecia retomada do desenvolvimento e geração de emprego. Todos os estados tiveram acesso, mas ao Paraná foi negado. Uma discriminação inaceitável que tive que recorrer ao Supremo Tribunal Federal para fazer valer o nosso direito. Tive que recorrer aos outros estados para a liberação do [dinheiro do] BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento]. Faltou a participação dos senadores nisso.
JM: Por que os eleitores dos Campos Gerais podem confiar no senhor como representante no Senado Federal?
Richa: Sobretudo dos Campos Gerais, onde temos ações, programas e obras que nunca antes foram vistas. Nosso programa Paraná Competitivo foi apontado pela Financial Times como um dos oito melhores programas de atração de investimentos do mundo. Campos Gerais e principalmente a cidade de Ponta Grossa receberam muitos recursos, que resultaram na geração de emprego e renda, ampliação das empresas, investimentos em infraestrutura, pavimentação asfáltica, reformas de escolas, unidades de saúde, saneamento... Ponta Grossa está entre as melhores cidades do Brasil neste sentido. São elementos que contribuem para o desenvolvimento rigoroso da cidade de Ponta Grossa, que não existiam em governos anteriores. Então minha responsabilidade com Ponta Grossa só tem aumentado, e preciso trabalhar cada vez mais por ela e pela população.
JM: Como o trabalho de anos no Poder Executivo pode servir para desempenhar um bom papel no Senado?
Richa: A experiência no Executivo é valiosíssima. Como prefeito de Curitiba, tive um trabalho tão reconhecido que cheguei a receber prefeitos de várias partes do Brasil em busca de auxílio na gestão pública. No governo foi a mesma coisa. O nosso problema atual são as gastanças desenfreadas, que não cabem dentro da receita. Está na hora de fazermos alguns ajustes nas contas do Brasil e combater privilégios. Fazer uma reforma previdenciária que não onere o trabalhador, mas que combata os grandes salários e os privilégios. Também uma reforma tributária para simplificar a vida do cidadão, transformando todos os nove impostos em apenas um, o IVA [Imposto de Valor Agregado]. E também uma reforma política.
O quê? Beto Richa
Carlos Alberto Richa é natural de Londrina e foi governador do Paraná por quase 8 anos, quando deixou o cargo em abril para concorrer ao Senado. O mandatário também já atuou como prefeito de Curitiba. No Executivo Estadual, optou por realizar um trabalho que levasse investimentos para todos os municípios paranaenses.





















