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Novo reitor elenca desafios para o começo de mandato

Miguel Sanches Neto destaca ações imediatas nas finanças e no quadro de colaboradores.

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Rodrigo de Souza

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Miguel Sanches Neto destaca ações imediatas nas finanças e no quadro de colaboradores.

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) empossa nesta sexta-feira (31) o novo reitor. Os atuais líderes Executivos, Luciano Vargas e a vice Gisele Alves de Sá Quimelli, deixam o cargo para que Miguel Sanches Neto e Everson Krum assumam o posto. A cerimônia oficial está marcada para as 10 horas no Cine-Teatro Pax.

O principal desafio para a nova reitoria, de acordo com Sanches Neto, é trabalhar com o atual modelo orçamentário e realizar a reposição no quadro de colaboradores. De acordo com o novo reitor, a instituição tem uma defasagem de cerca de 50 funcionários por ano – de cada quatro colaboradores que se aposentam, pedem licença especial ou falecem, somente um é reposto, segundo Sanches Neto.

“Apesar de haver uma lei que exige a contratação imediata, o Estado não vem autorizando a abertura de novos concursos. Nos últimos quatro anos, perdemos cerca de 200 agentes universitários. Agora, com a mudança na reitoria, os agentes que eram da outra equipe administrativa estão pedindo aposentadoria ou licenças, o que agrava ainda mais o quadro”, conta. Para Sanches Neto, é preciso resolver a situação de forma imediata.

Uma das soluções buscadas pelo novo comando Executivo é buscar junto ao próprio Estado, com o apoio de agentes políticos, a abertura imediatas dos concursos necessários. “Já temos o diagnóstico de quais vagas precisamos e do número que precisa ser reposto. É fundamental que a classe política ajude a UEPG a forçar que aquilo que está previsto em lei se cumpra. Em caso de um professor se aposentar, ser exonerado ou que venha a falecer, pedimos que a vaga seja imediatamente reposta para que não haja nenhum prejuízo nos trabalhos realizados junto à comunidade”, explica.

Outra medida imediata é em relação ao custeio da universidade. Atualmente há um decreto que recolhe 30% dos recursos próprios da instituição ao final do ano, de acordo com o novo reitor. “Existia um decreto em 2016, mas as universidade e hospitais universitários foram retirados desta obrigatoriedade na época. Temos que discutir uma nova retirada para fazer com que os recursos produzidos pela própria UEPG não sejam recolhidos”, analisa.

Além destas iniciativas imediatas, o novo reitor acredita que a segurança dentro da instituição, principalmente em relação ao campus de Uvaranas, deva ser priorizada. Para isso, a reitoria deve seguir investindo no ‘Rota Segura’, projeto iniciado pela atual gestão e que prevê avanços na iluminação do campus, principalmente em áreas de acesso e de passagem de pedestres. O reforço na contratação de seguranças também está previsto.

Direção quer aproximar comunidade

Para garantir mais segurança aos acadêmicos e funcionários, a nova reitoria pretende realizar atividades noturnas e durante os finais de semana para fazer com que a comunidade local passe a frequentar mais a instituição. Sanches Neto afirma que conversas com o Executivo Municipal já foram iniciadas para que eventos da Prefeitura sejam feitos dentro do campus. O primeiro deles, uma corrida, já está confirmado.

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