Quase um terço dos vereadores será candidato
Em 2018, ao menos sete vereadores serão candidatos. Em 2014, número de postulantes foi de apenas três

Em 2018, ao menos sete vereadores serão candidatos. Em 2014, número de postulantes foi de apenas três
O número de vereadores que serão candidatos em outubro de 2018, em comparação com o pleito geral de 2014, mais que dobrou. Neste ano, ao menos sete parlamentares que têm cadeira na Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) seguem com pré-candidaturas para deputado estadual e federal – o número dá quase 1/3 do total de vereadores. No pleito de 2014, o número era de três – um deles acabou eleito e outro ficou bem perto disso.
Em outubro, o Legislativo princesino deve fornecer, ao menos, três nomes para a disputa pelo cargo de deputado federal: Felipe Passos (PSDB), Pastor Ezequiel (PRB) e George de Oliveira (PMN) deverão disputar uma vaga na Câmara, em Brasília. Em 2014, George era um dos vereadores que se candidatou (na época a deputado estadual) e somou cerca de 11,6 mil votos, ficando perto de conquistar a vaga – em 2018 a disputa pela vaga em nível federal também está ligada a necessidade do PMN em aumentar a bancada em Brasília.
Já Felipe Passos (PSDB) e Pastor Ezequiel (PRB) têm as candidaturas movidas por aspectos distintos. Cumprindo o primeiro mandato como vereador, Felipe foi o segundo mais votado do pleito em 2016 e é uma aposta do PSDB para reforçar a chapa tucana em nível federal, apostando num discurso de moralização da política. Já Pastor Ezequiel (PRB) cumpre o segundo mandato como vereador é tem forte atuação ligada ao setor evangélico, além de também ter dobrado a votação em 2016, comparado ao pleito de 2012, quando foi eleito para o primeiro mandato como vereador.
Em 2014, além de George, os vereadores Aliel Machado (na época do PCdoB) e Pietro Arnaud (então filiado ao PTB) foram candidatos a deputado federal e estadual, respectivamente. Então ocupando o cargo de presidente da Câmara Municipal, Aliel foi eleito deputado federal com mais de 81 mil votos, 62 mil deles somente em PG, conquistando a maior votação da história da cidade. Já Pietro conquistou pouco mais de 5 mil votos no pleito de 2014 e ficou de fora.
Em 2014, a maioria dos candidatos que ocupavam cadeiras na Câmara eram de vereadores que postulavam o cargo de deputado federal, já quatro anos depois o cenário é inverso. Dos sete candidatos que são vereadores, quatro deles vislumbram uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
Zeca, Magno, Vinícius e Zampieri sonham com a vaga
A corrida por uma disputa ao cargo de deputado estadual é a que conta com o maior número de postulantes e vereadores. Com a experiência de ter sido vice-prefeito por quatro anos e sempre como mais votado, enquanto vereador, Doutor Zeca (PPS) é um dos mais cotados para conseguir uma cadeira na Assembleia Legislativa. Também disputarão a vaga Doutor Magno (PDT), vereador de primeiro mandato e que tem apostado em uma atuação técnica no setor de saúde como mote.
Ainda deverão compor os candidatos do pleito os vereadores Ricardo Zampieri (PSL) e Vinícius Camargo (PMB) – ambos estão no primeiro mandato. Ricardo tem forte atuação ligada à fiscalização e a projetos de incentivo ao primeiro emprego, além de compor o grupo do presidenciável Jair Bolsonaro. Já Vinícius atua com propostas que combatem o consumo de drogas líticas e ilícitas, além de ter proximidade com as chamadas comunidade terapêuticas.
Renovação
Em 2016, o Legislativo passou por uma renovação considerável: 66% dos vereadores eleitos cumpririam seu primeiro mandato ou voltavam após um período distante da Câmara. Dois anos depois, a Câmara deverá servir como ‘trampolim’ para as lideranças que sonham com voos maiores.





















