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Rangel faz ajuste fiscal para equilibrar contas da Prefeitura

Decreto publicado em Diário Oficial prevê uma série de medidas para conter os gastos do município

Rangel ao lado da vice, Professora Elizabeth Schmidt, em coletiva de imprensa
Rangel ao lado da vice, Professora Elizabeth Schmidt, em coletiva de imprensa -

Afonso Verner

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A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) deverá passar por um intenso controle de gastos nas próximas semanas. É isso o que prevê o decreto 14.410, publicado na edição do Diário Oficial desta quarta-feira (20) – o decreto é assinado pelo prefeito Marcelo Rangel (PSDB) e pelo procurador geral, Marcus Freitas. A medida foi confeccionada pela Controladoria Geral e busca garantir a “sanidade” das contas públicas.

Com data de 22 de maio, o decreto trata de medidas para contenção de gastos e “restabelecimento do equilíbrio econômico e financeiro da Prefeitura, além de fixar “restrições para a redução e otimização das despesas”. Em suma, o decreto prevê uma série de medidas que deverão ser necessariamente adotadas pelos secretários para conter os custos com pessoal, mas também a manutenção e custeio dos órgãos públicos.

O decreto prevê que contratos e licitações deverão ter prazos de pagamento e duração negociadas, mediante acordo entre as partes (Prefeitura e empresas), redução de aditivos nos contratos vigentes e que representem aumento significativo no valor pago e até mesmo a reavaliação das licitações em andamento. O documento exige ainda que os secretários e presidentes de fundações revejam os contratos de locação de imóveis, visando a redução de custos e a realocação para “espaços ociosos do município”.

A publicação em Diário Oficial trata ainda de questões importantes sobre os gastos com pessoal. O decreto proíbe a concessão de aumentos (salvo sentença aqueles obrigados por sentença judicial), a criação de novos cargos comissionados, alterações na estrutura de carreira que impliquem em aumento de despesas e ainda veta a contratação de novos funcionários públicos.

Ainda no setor de gastos com pessoal, o decreto determina a redução de 50% das horas extras do funcionamento, tendo como base a média dos últimos 03 meses. O Poder Executivo decidiu ainda limitar o número de horas extraordinárias a duas horas diárias, “mediante autorização por escrito do secretário da pasta desde que comprovada a necessidade de laboração das horas”, diz o decreto.

Outra previsão do decreto é a reavaliação do acordo de compensação de jornada e da implantação do banco de horas. Segundo o Controlador Geral do Município (CGM), Lauro Costa, a CGM só terá uma estimativa dos valores economizados após a entrega dos planos de redução de despesas pelas secretarias que deverá acontecer em 15 dias.

Gastos com manutenção também serão controlados

O documento publicado em Diário Oficial prevê ainda controle com os chamados “gastos com manutenção”. O decreto sugere que secretários e presidentes de fundação observar quanto ao gasto com impressão, cópias e demais insumos de escritório para evitar o desperdício. “Restringindo-se o uso ao estritamente relacionado ao trabalho dos servidores no exercício de suas funções, além de limitar-se à quantidade absolutamente necessária, adotando-se, preferencialmente, a impressão frente e verso em preto e branco”, diz o decreto.

O decreto rege ainda a proibição de diárias, despesas com viagens, exceto autorização do prefeito em casos extrema importância. Já sobre o serviço de telefonia a indicação verificar a eventual existência de linhas excedentes e solicitar a sua inativação e “manter rígido controle dos serviços de ligações interurbanas e de telefonia fixa para celulares, privilegiando o contato por correio eletrônico, intranet ou outras tecnologias que não gerem despesas ou tarifação por parte das operadoras de telefonia móvel e fixa”.

Ar-condicionado e uso de energia serão limitados

O documento determina ainda o desligamento de lâmpadas em todas as dependências onde existir iluminação natural suficiente para a execução das atividades, além de exigir o desligamento de todos os equipamentos elétricos não necessários as atividades normais. “Limitar a utilização de aparelhos de ar refrigerado/condicionado ao horário de funcionamento da unidade”, diz o decreto. Também há indicação para redução na aquisição de combustíveis, racionamento os insumos com limitação por veículo.

Receitas

As ações para conter custos foram adotadas depois que a Prefeitura passou a sentir os reflexos causados pela greve nacional dos caminhoneiros e transportadores. A paralisação trouxe efeitos para os repasses de ICMS e FPM, feitos respetivamente pelo Estado e União, além do próprio ISS, arrecadado pelo município.

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