Comércio de PG mantém alta de 1,7% nas vendas
Resultado registrado entre janeiro e abril, contudo, está abaixo da média estadual, onde o crescimento acumulado está na casa de 6,34%

O comércio de Ponta Grossa mantém-se positivo em 2018, na comparação com as vendas registradas no mesmo período em 2017. No acumulado do ano, entre janeiro e abril, há uma evolução na casa de 1,75 % nas vendas. Esse valor representa a alta real no faturamento, já descontada a inflação do período, informa a Federação do Comércio de Bens, Turismo e Serviços do Paraná (Fecomércio – PR), que divulgou nesta quarta-feira a última Pesquisa Conjuntural do Comércio, com números até o mês de abril.
Embora positivos, os números estão aquém da média estadual. No Estado do Paraná, essa alta, na comparação com o primeiro quadrimestre de 2017, já chega na casa dos 6,34%. Entre as seis regiões avaliada, é o segundo pior desempenho, melhor apenas que a movimentação de Curitiba e Região Metropolitana. Os melhores desempenhos no Estado são da região Oeste, onde o crescimento já chegou na casa de 20%, e em Londrina, que já soma um incremento de 13,6%.
José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa (Sindilojas PG), lembra que Ponta Grossa, embora esteja com crescimento tímido, mantém-se em alta real. Ele recorda que, no ano passado, algumas cidades tiveram queda maior nas vendas, e que a alta desse ano reflete mais uma recuperação do perdido. Loureiro lembra também o pagamento das contas inativas do FGTS, que movimentou a região em 2017 e cita a safra, que foi bastante positiva no ano passado, com a supersafra, e nesse ano há um atraso na comercialização dos grãos. “Os agricultores não venderam a colheita ainda, esperando o preço melhorar. E a região depende muito do setor agrícola”, explica.
Três setores do comércio de Ponta Grossa despontam com grande alta nas vendas neste primeiro quadrimestre. Na liderança estão as concessionárias de veículos, com alta de 35,9%, seguidas de perto por lojas de calçados, com 34,5% de incremento. Próximo, estão as lojas de departamentos, com 29,1%. A gerente da loja de departamentos Havan Ponta Grossa, Líria Aparecida de Almeida reconhece a alta nas vendas, e justifica por alguns fatores, como estacionamento gratuito e o fato de encontrar todos os produtos em um só local. “Hoje o que as pessoas menos têm é tempo. Então quando consegue unir tudo em um só lugar, que ocupe menos tempo para fazer as compras, aproveitam”, diz. No último mês, ela revela um incremento nas vendas na casa de 43%. “O setor que mais vendeu foi modas e eletro. O eletro em função da Copa e o frio, que ajuda a dar impulso”, completa.
Também tiveram alta os setores de livraria e papelaria (10%) e supermercados (0,16%). Já os que mais retraíram foram materiais de construção (-6,49%), móveis, decorações e utilidades domésticas (-7,99%), e vestuário e tecidos (-10,8%).
Lojistas de PG venderam menos em relação a 2017
No mês de abril, Ponta Grossa teve uma retração nas vendas, na comparação com o mesmo mês em 2017. A pesquisa da Fecomércio aponta para uma retração de 1,32%, muito perto do resultado de Curitiba e Região Metropolitana, onde a baixa foi de 1,38%. A média estadual foi de alta, de 8,48% nas vendas, com destaque para a região Oeste, que cresceu 25,2%, e a região de Londrina, com incremento semelhante, de 24,8%. Entre os 12 setores, chama a atenção a alta na venda de automóveis, de 73,5%, comparado a abril de 2017. Também houve alta na venda de materiais de construção (12,69%), lojas de departamentos (5,12%) e combustíveis (2,93%). Por outro lado, lojas de móveis, decorações e utilidades domésticas tiveram a maior queda, de 24,7%, seguida por uma retração de 15,6 no setor de vestuário e tecidos





















