Servidores da Saúde decidem paralisar atividades em PG
Categoria deliberou pela paralisação a partir da próxima terça-feira (2). Prefeitura afirma que falta de pagamento foi causada por erro no sistema
Funcionários do Pronto Socorro Municipal Amadeu Puppi (PSM) e do Hospital da Criança deverão paralisar parte das atividades já na próxima terça-feira (2). A decisão foi tomada em assembleia da categoria realizada nesta quinta-feira (28) – representantes do Sindicato dos Servidores (SindServ) afirmam que funcionários estão sem receber horas extras e outras partes da gratificação. Em nota oficial, a Prefeitura de PG informou que o pagamento foi prejudicado por um erro no sistema que deverá ser normalizado até a próxima quarta-feira (3).
Leovanir Martins, presidente do SindServ, afirmou que as informações iniciais davam conta de que os servidores do PSM não teriam recebido as horas-extras. “No entanto, conversando com a categoria descobrimos outros problemas não só na Saúde como em outras secretarias, alguns funcionários deixaram de receber R$ 600 outros R$ 800. Deliberamos pela paralisação e agora vamos buscar nos reunir com o Governo para debater o assunto”, contou o presidente do SindServ.
Em nota emitida via assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (SMARH) informou que o pagamento de horas extras dos servidores será realizado no dia 3 de janeiro de 2018. “Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) o pagamento deve ser efetuado até o quinto dia útil do mês”, informa a nota. Para Leovanir, do ponto de vista trabalhista a nota “não representa qualquer garantia de pagamento”.
Ainda via assessoria de imprensa, o secretário de Administração e Recursos Humanos, Ricardo Linhares, informou que o pagamento salarial foi realizado nesta quinta-feira (28), mas na folha não houve a emissão das horas adicionais dos funcionários. “Nós estamos cumprindo a Lei, devido a problemas técnicos não conseguimos emitir nessa folha de pagamento as horas extras dos servidores municipais. Estamos resolvendo e realizaremos o acerto antes do tempo previsto na legislação”, afirma Linhares.
Martins explicou que uma comissão de trabalhadores foi formada para discutir o tema com o Governo e também para deliberar quais atividades serão paralisadas, caso a greve seja mantida a partir da próxima terça-feira (2). “Vamos agora tentar uma audiência com o Governo para discutir o tema o mais rápido possível”, comentou o sindicalista logo após a assembleia.
Problemas em outras pastas
Leovanir Martins contou ainda que outros servidores tiveram problemas no pagamento. “Além da falta de pagamento das horas extras, alguns funcionários também não receberam o adicional de insalubridade e outros quesitos que compõe a remuneração mensal”, explicou Martins. O sindicalista contou que no caso do PSM e do Hospital da Criança a falta de pagamento afeta enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistente de administração, cozinheiros e outros profissionais.





















