Sindicato realiza protesto contra corte de recesso
Ato público está marcado para acontecer em frente ao Paço Municipal. Executivo não recuou da decisão

O Sindicato dos Servidores Municipais (SindServ) organizou um protesto previsto para esta quarta-feira (13) em frente à sede da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG). O ato público foi convocado após o Poder Executivo confirmar o recesso dos servidores municipais, tradicionalmente concedido entre os meses de novembro, dezembro e janeiro. Na visão dos sindicalistas,o corte do recesso é uma ação prejudicial ao próprio município, por outro lado Executivo sustenta que a concessão do período não será mais necessária para colocar ‘em dia’, as férias dos servidores.
O ato público convocado pelo Sindicato deverá acontecer a partir das 17h15 em frente ao paço municipal – a convocação tem como mote a “demonstração da insatisfação da categoria” com a decisão do governo em cortar o recesso. Segundo o presidente do Sindicato, Leovanir Martins, a decisão de não conceder o recesso aos servidores em dezembro e/ou janeiro pode ser prejudicial aos cofres do município em um futuro próximo.
“Quando o recesso tinha mais que 30 dias, o período se caracterizava como férias e com isso o servidor não se afastava do trabalho em outro período temporal que não no prazo estabelecido pelo município”, explicou Martins. Historicamente, segundo o sindicalista, duas ou três equipes eram formadas em cada setor durante os meses de novembro, dezembro e janeiro e se revezavam no trabalho – nesse caso, o atendimento à população não era interrompido totalmente, apenas diminuído. “O recesso é positivo para o gestor já que a demanda pelo serviço público diminuí na cidade durante esses meses e também é positivo ao servidor”, defendeu Leovanir.
No entanto, o secretário de Recursos Humanos, Ricardo Linhares, tem uma visão distinta sobre o tema. Via assessoria de imprensa, Linhares contou que em anos anteriores “este procedimento foi adotado para equilibrar e equiparar o período de férias entre os servidores dos departamentos, buscando encontrar uma escala que não interferisse na prestação de serviços à população”.
O secretário sustenta que, como este problema já foi resolvido, “não há necessidade da gestão realizar recesso de final de ano em 2017, porque a medida não representa economia de custos para a administração pública”. Segundo Linhares, o período de férias de cada servidor deverá ser negociado diretamente com o gestor responsável, considerando a manutenção do atendimento à população.
Recesso atinge cerca de 1,6 mil servidores
O recesso de final / começo de ano atinge cerca de 1,6 mil servidores da Prefeitura que atuam em atividades não essenciais, de acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais (SindServ). Os profissionais da Educação, que representam 50% do quadro de funcionários, deverão pegar férias em janeiro. Leovanir Martins sustenta que a concessão do recesso é boa para servidores, para a Prefeitura e também para a população.





















