Agentes protestam contra transferência de presos
Dezenas de agentes e servidores da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG) se reuniram no início da tarde desta quarta-feira (3) para protestar contra a transferência de 108 presos da Cadeia Pública Hildebrando de Souza para unidade prisional. A transferência dos detentos começou na tarde de ontem (2) e foi determinada pela Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju), a pedido da Vara de Execuções Penais. A medida foi repudiada pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e pelo sindicato que representam os agentes e servidores do sistema penitenciário.
De acordo com Antony Johnson, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, o sistema prisional da cidade pode entrar em colapso. "A PEPG hoje é considerada uma penitenciária padrão, isto é possivel porque a estrutura da instituição está organizada e segura para abrigar o teto máximo de presos. Os detentos não aceitam as transferência nem a superlotação. Nós tememos que o sistema prisional de Ponta Grossa entre em colapso e não queremos passar pela rebelião que teve em Cascavel. Os agentes precisam de segurança para trabalhar", argumenta Johnson.
A lotação máxima da PEPG é de 432 presos, mas até o início da remoção dos presos já abrigava 435 detentos. Vinte presos já foram transferidos da Cadeia Pública Hildebrando de Souza para a PEPG, o que aumentou para 455 o número de detentos abrigados na unidade prisional.
Para Claudia Regina Lopes, representante regional do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário (SINSSP), 17 agentes profissionais de execução e apoio que trabalham diretamente com a ressocialização dos detentos estão receosos com estas transferências e temem pela segurança no local de trabalho. "A população carcerária tem crescido muito, mas as obras de infraestrutura e ampliação não acompanham este ritmo. Para desempenhar um bom trabalho, precisamos de estrutura, suprimentos suficientes e segurança para os trabalhadores", comenta Claudia.
Os manifestantes pedem para a Seju o cancelamento imediato da transferência de presos e cobram outras soluções para o problema da superlotação do cadeião. "A transferência de presos de uma unidade para outra não resolve o problema do sistema penitenciário no Estado. Se algo acontecer na PEPG, a responsabilidade é do governo estadual", pontua Johnson.





















