Mulher que degolou filha será julgada nesta quinta
Crime foi cometido em março de 2016. Maria Geni Lourenço de Oliveira está presa desde então

Acontece nesta quinta-feira (28), às 8h30, no Fórum Desembargador Joaquim Ferreira Guimarães, em Ponta Grossa, o julgamento de Maria Geni Lourenço de Oliveira, de 42 anos de idade. Ela é acusada de ter degolado a própria filha, com apenas três dias vida, no quintal da residência onde vivia no bairro Contorno.
O crime foi cometido em março de 2016. A mulher tentou esconder o corpo embaixo de restos de telhas. Ela foi presa em flagrante, encaminhada a Cadeia Pública Hildebrando de Souza, e posteriormente transferida para Curitiba por medida de segurança. Outras detentas teriam tentado agredi-la. A mulher permaneceu em um estabelecimento específico para pessoas com doenças mentais na capital do Estado desde então.
Em entrevista ao portal aRede e ao Jornal da Manhã assim que foi presa, a mulher confessou a autoria e deu detalhes de como praticou o crime. “Era quase meia-noite. Eu matei ela, enrolei em um plástico preto e deixei no quintal de casa”, contou, sem esboçar nenhum sentimento. Ela alegou dificuldades em criar a filha por problemas financeiros. A Polícia Militar (PM) informou na época que Maria Geni teria utilizado um pedaço de madeira para apoiar a criança e a degolado com uma faca de cozinha. “Eu lavei a faca e guardei em cima do guarda-roupas”, explicou na sequência da entrevista. Divorciada, a mulher já comentava que sofria de depressão. “Eu tomo remédio, mas estava há três dias sem tomar”, declarou. Por conta da gravidez, ela garantiu que não tinha se medicado durante a gestação.
A equipe de reportagem teve acesso ainda ao processo em andamento. Maria Geni mudou a primeira versão alegando nos autos que, em um momento de surto, achou que a filha seria um peixe. A mulher justificou a violência, pois trabalhava durante os finais de semana em um pesque e pague do município e que era responsável pela limpeza dos animais.
Defesa garante que irá comprovar insanidade de ré
A defesa de Maria Geni será conduzida pelo advogado Leandro Ferreira do Amaral. “Vamos nos apoiar em um atestado médico que comprava a insanidade mental. Esse laudo foi elaborado por um perito nomeado pelo juízo. O médico constatou que no momento do crime ela não tinha consciência do que estava fazendo”, alegou. A mulher será julgada por homicídio duplamente qualificado. “Tentaremos quebrar essas qualificadoras. Buscaremos a absolvição da mesma”, finalizou Amaral. Não existe uma previsão de horário para o término do julgamento.





















