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Preso pela morte da namorada tem liberdade negada

Justiça negou pedido de revogação da prisão preventiva de Anderson Barboza de Paula, acusado de matar a namorada Juliana Silveira Nunes

Anderson está preso desde o dia do crime, em 27 de julho
Anderson está preso desde o dia do crime, em 27 de julho -

Gabriel Sartini

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Justiça negou pedido de revogação da prisão preventiva de Anderson Barboza de Paula, acusado de matar a namorada Juliana Silveira Nunes

A juíza Laryssa Angélica Copak Muniz, titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, negou o pedido de liberdade requerido pela defesa de Anderson Barboza de Paula, preso pela morte da companheira Juliana Silveira Nunes dentro de um bar em Ponta Grossa. Ele está preso desde 27 de julho, na mesma data do crime, quando tentava fugir para o Paraguai para escapar do flagrante.

O pedido foi protocolado levando em conta que o acusado é réu primário, sem antecedentes criminais, possui residência fixa e emprego. O promotor do Ministério Público Adolfo Vaz da Silva, enquanto isso, pediu a manutenção do acusado preso, argumentando principalmente que Anderson tentou sair do país e que só não conseguiu escapar porque foi preso pela polícia em Foz do Iguaçu. Ele confessou o crime e deu detalhes de como matou Juliana, mas disse que sempre foi "um cara do bem"

No entendimento da juíza, as alegações apresentadas pelos defensores não foram suficientes para que a prisão preventiva seja revogada e indeferiu o pedido. Conforme a denúncia do MP, Anderson deve ser julgado por homicídio triplamente qualificado (emprego de meio cruel, uso de recurso que impossibilita a defesa da vítima e feminicídio). Ele utilizou um taco de beisebol para espancar a mulher e uma corda para asfixiar a vítima.

Nesta terça-feira, o advogado Angelo Pilatti Junior, que representa a família da vítima, foi admitido como assistente do promotor de Justiça. Ele acompanhará o processo inteiro, inclusive no julgamento do acusado quando for pronunciado para ir a júri popular.

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