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Turismo no Parque de Vila Velha rende R$ 13 mi para PG

Estudo da Fundação Grupo Boticário feito em parques estaduais mostra que as Unidades de Conservação garantem benefícios econômicos e sociais para a população

Parque de Vila Velha rende R$ 13 milhões para os cofres de PG | AEN
Parque de Vila Velha rende R$ 13 milhões para os cofres de PG | AEN -

Gabriel Sartini

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Estudo da Fundação Grupo Boticário feito em parques estaduais mostra que as Unidades de Conservação garantem benefícios econômicos e sociais para a população

Além de ser uma marca registrada de Ponta Grossa e de representar o município em todos os quadros de belezas naturais mais importantes do Paraná, o Parque Estadual de Vila Velha também ajuda a cidade financeiramente. Um estudo realizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, feito em parceria com o governo do Estado e a Prefeitura de Curitiba, mostra que o retorno financeiro do Parque ultrapassa os R$ 13 milhões.

O estudo mostrou que o Parque Estadual de Vila Velha tem um retorno sobre investimento de R$ 7,7 para cada real investido, totalizando assim R$ 13 milhões em benefícios para a sociedade, um dos maiores valores registrados no Paraná através do estudo, que também avaliou o Parque Estadual das Lauráceas, entre Tunas do Paraná e Adrianópolis; Parque Estadual Pico do Marumbi, em Morretes, Piraquara e Quatro Barras; Parque Estadual do Cerrado, em Jaguariaíva; e Parque Natural Municipal Barigui, em Curitiba.

O objetivo do estudo é mostrar que, além de conservar o meio ambiente, promover o contato direto com a natureza e o aprendizado sobre a biodiversidade, as Unidades de Conservação também proporcionam aos municípios paranaenses e à população do entorno qualidade de vida e retorno econômico. Para a promoção do estudo, foi desenvolvida uma metodologia capaz de quantificar benefícios sociais e econômicos trazidos pelas Unidades de Conservação.

“Essas Unidades foram escolhidas justamente por serem diferentes entre si, o que possibilitou à equipe envolvida no estudo comprovar a aplicabilidade do roteiro metodológico”, disse Marion Letícia Bartolamei Silva, coordenadora de Áreas Protegidas da Fundação Grupo Boticário. Segundo ela, a conclusão é que todos os parques, independente de suas características, têm benefícios relevantes e geram retorno econômico à sociedade.

Com a participação do economista Carlos Young, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, foram considerados dez fatores que evidenciam os benefícios econômicos e sociais à população. “Fez parte desse levantamento fatores como a estimativa de impacto econômico gerado em função das atividades recreativas ligadas à visitação; e o quanto a proteção da vegetação nativa evita a erosão do solo, minimizando custos para a remoção de sedimentos em corpos hídrico”.

Além de uso público e erosão de solo evitada, ou outros benefícios valorados são o abastecimento de água, repartição de receitas tributárias (ICMS Ecológico), impacto das contratações e aquisições locais, educação ambiental, pesquisa científica, Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), sequestro de carbono por restauração da vegetação e pecuária evitada.

Para o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP, Guilherme Vasconcellos, o estudo prova a importância ambiental, social, e agora econômica, das Unidades de Conservação. “Ele se mostrou importante, principalmente para a gente dar mais valor a essas unidades de conservação, que fora a beleza cênica e toda a questão de conservação da biodiversidade mostra que elas funcionam também como uma mola propulsora para o desenvolvimento regional dos municípios entorno. Também veio nos dizer o valor econômico do serviço prestado nesses locais fora toda a questão da biodiversidade”, disse.

Parque Estadual de Vila Velha

Foi criado em 1953 para preservar as formações de arenito e os campos nativos do Paraná. Tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, tem mais de três mil hectares e diversas atrações, entre elas os arenitos, furnas e a Lagoa Dourada. Tem como gestor o Instituto Ambiental do Paraná.

Parque Estadual do Cerrado

Localizado no município de Jaguariaíva, é uma das poucas reservas de cerrado existentes no Estado. Ao todo, o Paraná possui menos de 1% de seu território com remanescentes desse ecossistema, caracterizado por uma vegetação rasteira e de arbustos retorcidos. Além da vegetação de cerrado, o parque tem atrativos como o cânion do Rio Jaguariaíva e a cachoeira do Ribeirão São Antônio, formações naturais em rochas areníticas.

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