Balança comecial de PG cresce 25% e atinge R$ 1,9 bi
Superavit resulta de um incremento de 21% nas exportações, que atingiram R$ 2,59 bilhões entre janeiro e junho

A balança comercial ponta-grossense fechou o primeiro semestre de 2017 com um superávit de quase R$ 2 bilhões. Com um saldo de US$ 583,4 milhões, resultantes dos US$ 784,5 milhões exportados e US$ 201 milhões importados, o resultado, de R$ 1,93 bilhão (valor convertido baseado no dólar cotado a R$ 3,31 no último dia útil de junho) é 25,1% superior que o valor de R$ 1,54 bilhão (US$ 466) registrado no mesmo primeiro semestre de 2016. O resultado, cujo desempenho foi o melhor para o período nos últimos cinco anos, e evidencia entre as 25 cidades com o maior superávit no país, foi divulgado recentemente pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
O principal motivador desta alta foi o incremento nas exportações. Nestes seis meses de 2017, de janeiro a junho, R$ 2,59 bilhões em produtos originários de Ponta Grossa foram comercializados para outros países. A alta, de quase R$ 500 milhões sobre os R$ 2,14 bilhões registrados no primeiro semestre de 2016, corresponde a um incremento de 21%. As importações também cresceram, mas não com tanta intensidade quanto as exportações, o que explica esse salto na balança comercial. Entre janeiro e junho as empresas localizadas em Ponta Grossa importaram o equivalente a R$ 665,8 milhões em produtos, contra R$ 602,9 milhões registrados no mesmo período em 2016. Neste último caso, a alta foi de 10,4%.
O complexo soja, que inclui o grão em si e seus derivados, como óleo e tortas e outros resíduos resultantes do seu beneficiamento, mantém a liderança entre os produtos enviados ao exterior, com uma participação de 78% do total enviado ao exterior, movimentando exatos R$ 2 bilhões neste semestre. O agronegócio também aparece na segunda colocação com a exportação de açúcares. Na terceira colocação municipal se destaca a exportação da uma multinacional, a Tetra Pak, com mais de R$ 120 milhões em produtos comercializados para outros países. Na composição do ‘top 5’, está painéis de madeira do tipo OSB (mais de R$ 60 milhões) e latas de alumínio (cerca de R$ 40 milhões comercializados). Estes cinco primeiros produtos correspondem a 94% das exportações municipais.
Mesmo com a ‘supersafra’, que permitiu um incremento no processamento deste produto, a soja foi o produto mais importado neste primeiro semestre. O grão correspondeu a 22% de todas as compras de outros países no início do ano (R$ 150 milhões). Na sequência aparecem os fertilizantes, com uma representatividade de 21% (R$ 140 milhões).
China e Coreia do Sul são os maiores parceiros comerciais
A China segue como o principal país comprador dos produtos ponta-grossenses. O maior país asiático foi responsável por uma participação de 28% das exportações do município (R$ 745 milhões). Na sequência aparece a Coreia do Sul, com 11% (R$ 287 milhões), seguida pelo Irã (R$ 281 milhões) e pela França (R$ 271 milhões). Observando os resultados e aplicando essa alta média de 25%, registrada no primeiro semestre, no resultado do ano passado, caso esse desempenho seja mantido até dezembro, 2017 será o ano com o quarto melhor desempenho no saldo da balança comercial da história da cidade.





















