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Postos já vendem combustíveis mais caros em PG

Em alguns estabelecimentos, reajuste foi aplicado já pela manhã. Na maior parte dos postos, gasolina está variando entre R$ 3,89 e R$ 3,99 o litro

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Fernando Rogala

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O reajuste do PIS/Cofins sobre os combustíveis já está impactando diretamente no bolso do consumidor. Publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, as novas alíquotas já estão valendo. Com isso, a grande parte dos proprietários de postos já repassou a nova carga tributária no valor final, na bomba, para os três combustíveis: gasolina, diesel e etanol. Em média, o que foi visto nos postos de Ponta Grossa, foi justamente aquele índice anunciado, de que refletiria em cerca de R$ 0,40 centavos na gasolina e outros R$ 0,20 no etanol e no diesel. Com isso, a gasolina está oscilando perto dos R$ 4: entre os que já reajustaram, os preços estão variando entre R$ 3,89 e R$ 3,99 o litro da gasolina comum.

O coordenador do Procon de Ponta Grossa, Edgar Hampf, informa que o que ocorreu foi uma mudança no decreto, de 2008, que concedia desconto na comercialização, distribuição e revenda dos combustíveis. Assim, ele explica que não é ‘proibido’ o reajuste, mesmo sem que os postos recebam nova carga dos combustíveis. “Os impostos incidem tanto na distribuição quanto na comercialização, então não precisa chegar uma carga para repassar”, esclarece Hampf.

O presidente da Associação dos Operadores dos Postos de Combustíveis da região, Hélio Sacchi, informa que esses índices de reajuste pegaram de surpresa não só os proprietários de postos, mas também surpreendeu até as distribuidoras. “Houve muita procura pela manhã, e os motoristas estão aproveitando onde os combustíveis estão mais baratos. Com a venda, os postos já estão recebendo combustível e, à medida que vai chegando, já vão repassando esse aumento”, justifica Sacchi.

Entretanto, caso o consumidor tenha notado alguma alta abusiva, Hampf alerta que o Procon está disponibilizando uma ferramenta, para que o consumidor faça a sua denúncia. Para isso o consumidor deve acessar o site do Procon Paraná (www.procon.pr.gov.br) e acessar o link ‘Abuso nos preços dos combustíveis’. “Os proprietários poderiam ter aumentado, porém há a possibilidade de ter existido abuso. Se houve, pedimos que as pessoas denunciem. Não há a menor possibilidade do Procon avaliar os preços de ontem (quinta-feira) e de hoje (sexta-feira), se foi ou não abusivo”, explica.

Neste último caso, ao acessar a ferramenta o consumidor deverá informar seu nome, e-mail, preço praticado antes e após o reajuste e, ainda, anexar documentos, com fotos, vídeos, nota ou cupom fiscal, que serão utilizados na abertura do processo administrativo pelo Procon-PR.

Presidente da Fiep critica alta de impostos

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, critica a alta de impostos sobre os combustíveis, definida pelo governo federal para cobrir o rombo em suas contas. Para ele, a medida deve comprometer a retomada do crescimento econômico. “Representa mais um aumento no já pesado Custo Brasil, impactando diretamente no setor produtivo e dificultando ainda mais a superação da crise”, afirma. “As empresas estão com suas planilhas de custos no limite e não têm condições de absorver mais esta alta de impostos, que terá que ser repassada ao preço final dos produtos, prejudicando também o consumidor e toda a economia”, acrescenta.

Na opinião de Campagnolo, o governo busca o meio mais fácil para tentar alcançar a meta fiscal deste ano, sem adotar medidas que efetivamente controlem o gasto público. “Diante de dificuldades para equilibrar suas finanças, continua sendo mais cômodo para os governos dividir a conta com o consumidor e com o setor produtivo”, diz. “Essa é uma prática recorrente ao longo do tempo, independente de quem ocupa o governo. Escolhe-se o caminho mais fácil para cobrir o rombo, ao invés de se adotarem medidas concretas que aumentem a eficiência da gestão pública e fechem a torneira do gasto desenfreado”, completa o presidente da Fiep.

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