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PG e Sanepar estudam parceria para usina de lixo

Reunião técnica realizada nesta sexta-feira (7) debateu possível parceria. Licitação para novo aterro sanitário segue aberta

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| Autor:

Afonso Verner

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Reunião técnica realizada nesta sexta-feira (7) debateu possível parceria. Licitação para novo aterro sanitário segue aberta

A Prefeitura de Ponta Grossa (PMPG) e Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) estudam uma parceria para solucionar o problema da destinação final do lixo em Ponta Grossa. Nesta sexta-feira (7), o prefeito Marcelo Rangel (PPS) se reuniu com o presidente da Sanepar, Munir Chaowiche, para discutir uma parceria. A proposta é que a Sanepar assuma a destinação final do lixo e firme o compromisso da construção de uma ‘Usina de Lixo’ no município.

Segundo Rangel, o primeiro passo foi criar um grupo de trabalho destinado a buscar possibilidades legais de formação da parceria (confira o vídeo no player acima). “Profissionais da secretaria de Gestão Financeira, Meio Ambiente e da Procuradoria irão trabalhar na busca por uma solução para o assunto”, explicou Marcelo. De acordo com o prefeito, a licitação lançada para a escola de um novo aterro está mantida – o certame está marcado para o dia 20 de setembro.

“Nós precisaremos de um aterro, qualquer tecnologia utilizada para destinação final dos resíduos ainda gera lixo e um aterro é fundamental”, esclareceu Rangel. Segundo o prefeito, a proposta prevê, além da construção da Usina de Lixo, a possibilidade de renegociação da dívida de cerca de R$ 37 milhões da Prefeitura com a Sanepar. “Nós vamos discutir isso e buscar um parcelamento mais adequado ao nosso cenário financeiro”, explicou o prefeito.

Rangel se disse “otimista” com a possibilidade de parceria com a Sanepar para a solução do problema crônico da destinação do lixo em Ponta Grossa. “Desde que assumi a Prefeitura estamos buscando soluções para a questão do lixo, realizamos vários estudos procurando a melhor saída”, lembrou Marcelo. Em 2015, a Prefeitura e o Ministério Público (MP) firmaram um termo de ajuste de conduta (TAC) prevendo o fechamento do aterro do Botuquara em junho deste ano.

Na visão do prefeito, a possibilidade de firmar uma parceria com a Sanepar traria benefícios para o município em todos os sentidos. “A empresa assumiria a responsabilidade final sobre os resíduos sólidos e construiria a usina de lixo com investimentos próprios, com isso teríamos mais recursos para investir na coleta seletiva e em outras questões relativas ao meio ambiente”, explicou Marcelo.

Botuquara é “problema histórico”

O aterro do Botuquara é considerado por especialistas como um “problema histórico” no setor de meio ambiente de Ponta Grossa. Instalado em uma área federal concedida ao município, o aterro recebe o lixo doméstico produzido em Ponta Grossa há mais de meio século e tem, no máximo, mais dois anos de atividade. Além disso, a proximidade do aterro de locais de preservação ambiental preocupa ambientalistas. O TAC firmado entre o MP e a Prefeitura prevê multa diária de R$ 1 mil desde o último dia 17 de junho.

Presenças

Durante a reunião, Rangel foi acompanhado do procurador-geral do Município, Marcus Vinícius Freitas, do secretário de Gestão Financeira, Claudio Grokoviski, e do secretário de Meio Ambiente, Paulo Barros.

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