Reabertura do Evangélico após um ano é improvável
Demanda foi absorvida pelo Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais

Há um ano o Hospital e Maternidade Evangélico, em Ponta Grossa, fechava as portas com a promessa de readequações estruturais e de gestão. A demanda foi absorvida desde então pelo Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU). Passados doze meses, pouco se avançou para a efetiva reabertura da unidade.
Reuniões foram realizadas sem sucesso. Uma assembleia extraordinária, convocada em novembro do ano passado pela Sociedade Evangélica Beneficente (SEBPG), dava como certa a retomada dos serviços. O encontro também não surtiu efeito. Por enquanto, no prédio, funciona apenas a parte administrativa da SEBPG.
Em conversa com a equipe de reportagem do portal aRede, o presidente da SEBPG, Cassiano Ianke, manteve a posição já divulgada em reportagens anteriores. “Não temos nada de concreto. Ainda não chegamos a um consenso referente ao modelo de gestão”, destacou. Ianke reforça o interesse pela reabertura do Evangélico.
Fontes ligadas à área de Saúde no município dão como certo o fechamento do Hospital. Inclusive, extraoficialmente, já teria sido ventilada a possibilidade de colocar o prédio que abrigava a unidade, instalado na Rua Pastor Fugman, na Nova Rússia, para alugar.
A diretora da 3ª Regional de Saúde, Sheila Mainardes, também foi consultada sobre a situação. A resposta seguiu a mesma linha da SEBPG. “Não temos nenhuma previsão”, informou. Scheila garantiu que todas as necessidades estão sendo atendidas pelo HU.
A decisão pelo fechamento ocorreu em junho do ano passado após serem revelados problemas financeiros graves e a necessidade de readequações no prédio construído na década de 1960, entre eles, a reforma completa do Centro Cirúrgico; modernização dos equipamentos e a revitalização da equipe técnica. A negociação de formas para incrementar os repasses praticados pelo governo, buscando o equilíbrio econômico, também foi apontada como desafio para a unidade. No hospital eram realizadas, em média, 900 consultas ambulatoriais por mês e 300 partos.
Demanda foi desafio para o HU
Para o diretor geral do HU, Everson Augusto Krum, absorver a demanda oriunda do Evangélico foi um desafio. “Colocar uma atividade em funcionamento, principalmente na área médica, exige planejamento. Nós tivemos que fazer isso em três meses, contando também com a questão de sermos da área pública, ficando na dependência de licitações e testes seletivos, por exemplo”, comentou. Desde que entrou em operação, a Maternidade do HU teve um crescimento no número de leitos (de 32 para 42); aumento das salas de pré-parto (hoje são duas) e ampliações das salas de centro obstétrico (agora são três).





















