Prefeitura de PG tem superavit de R$ 48 milhões em 2017
Audiência pública contou com exposição de dados das finanças municipais e dos resultados obtidos na gestão financeira do município nos quatro primeiros meses de 2017
Audiência pública contou com exposição de dados das finanças municipais e dos resultados obtidos na gestão financeira do município nos quatro primeiros meses de 2017
A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) recebeu nesta terça-feira (30) uma audiência pública para prestação de contas dos dados da gestão financeira do município primeiro quadrimestre de 2017. Prevista por lei, a audiência foi presidida pelo vereador George de Oliveira (PMN), presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Casa de Leis, e contou com a explanação e explicações técnicas do secretário de Gestão Financeira, Claudio Grokoviski.
Funcionário de carreira da Prefeitura, Claudio assumiu a pasta no dia 20 de abril e substituiu Odaílton de Souza, dono do cargo desde o começo do primeiro mandato do prefeito Marcelo Rangel (PPS). Com um discurso estritamente técnico, Grokoviski apresentou dados sobre a gestão financeira do município e ressaltou que, diante da crise fiscal, a Prefeitura elencou prioridades a serem cumpridas com o orçamento da máquina pública e ressaltou o superávit do período de R$ 48 milhões.
“Nossa prioridade principal tem sido os investimentos nas secretarias de Saúde e Educação e o pagamento pontual do salário do funcionalismo. Eu, enquanto servidor de carreira, não sei o que é ver o salário atrasar desde 1997”, afirmou o secretário. Com a presença de poucos vereadores, boa parte das perguntas foi realizada por George e pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), Leovanir Martins, que também esteve na audiência.
Bombardeado por questões polêmicas, Grokoviski priorizou o discurso técnico e lembrou que a Prefeitura de Ponta Grossa, assim como a maioria dos municípios, tem enfrentado dificuldades nas finanças diante da crise nacional no setor político e consequentemente econômico. George, por exemplo, questionou o secretário sobre os gastos da Prefeitura com os cargos de confiança na administração direta e indireta.
Ao responder George, Claudio ressaltou que houve diminuição no número de cargos de comissão ocupados (em 2016 eram 314 e atualmente são 216, de acordo com o secretário). Grokoviski ressaltou ainda que o gasto com servidores que ocupam cargos de comissão representa apenas 4% do total gasto pela Prefeitura com folha de pagamento. Segundo os dados apresentados na audiência, nos quatro primeiros meses de 2017 a Prefeitura gastou R$ 129 milhões com o pagamento dos servidores, representando 53,36% do total da receita líquida do período.
Vereadores questionam sobre novos parcelamentos
Presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Casa de Leis, George de Oliveira (PMN) questionou o secretário de Gestão Financeira sobre o envio de novos parcelamentos por parte da Prefeitura – só em 2017 o Legislativo Municipal já votou e discutiu dois parcelamentos de dívidas, um deles com a Companhia Paranaense de Energia (COPEL) e outro com a Caixa Econômica Federal (CEF), relativo à dívida do município em FGTS. “Temos a preocupação de o município continue parcelando dívidas”, afirmou George.
Ao responder a questão, Claudio lembrou que gestores anteriores realizaram o parcelamento sem questionar o Legislativo, fazendo referência à renegociação proposta por Pedro Wosgrau Filho (PSDB) de uma dívida de R$ 73 milhões em FGTS parcelada em 60 meses via decreto. Provocado pelos vereadores, Grokoviski afirmou “ter conhecimento” de uma dívida da Prefeitura e Sanepar, mas lembrou que tal débito está sendo discutido no âmbito do Poder Judiciário.
LDO e gastos com a Saúde
Além da apresentação dos dados fiscais do primeiro quadrimestre, o secretário também apresentou o plano Plurianual de investimentos em áreas estratégias do município. Já o subsecretário de Saúde, Robson Xavier, apresentou dados relativos aos investimentos no setor.





















