Novo secretário de Gestão Financeira elenca prioridades em PG
Claudio Grokoviski garantiu que a Prefeitura irá cumprir prioridades elencadas, entre elas o pagamento da folha salarial e das entidades sociais, e visa ‘ultrapassar’ Maringá no recebimento de ICMS

Claudio Grokoviski garantiu que a Prefeitura irá cumprir prioridades elencadas, entre elas o pagamento da folha salarial e das entidades sociais, e visa ‘ultrapassar’ Maringá no recebimento de ICMS
O novo secretário de Gestão Financeira da Prefeitura de Ponta Grossa, Claudio Grokoviski, visitou nesta quinta-feira (4) a redação do Jornal da Manhã e do portal aRede. Funcionário de carreira do município desde 1995, Claudio se tornou o primeiro servidor concursado a assumir a pasta na história. Diante dos desafios da gestão financeira municipal para os próximos anos, Claudio elencou áreas que chama de “prioridade” e já visa ultrapassar Maringá na arrecadação do ICMS em 2018.
Entre as áreas tidas como “prioridade” para o município estão o pagamento da folha salarial da Prefeitura, orçada hoje em R$ 30 milhões mensais (já com o recolhimento dos encargos socais), e o repasse das mais de 40 entidades filantrópicas que mantém convênios com o Município. “Em conversa com o prefeito Marcelo Rangel, elencamos o pagamento desses setores como prioritários diante da importância de cada um deles”, esclareceu Grokoviski.
Já de olho no crescimento econômico da cidade e no orçamento de 2018, o secretário lembra que existe a expectativa de que a Prefeitura de Ponta Grossa supere Maringá na arrecadação do Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços no Paraná (ICMS). Tradicionalmente PG ocupa o sexto lugar no ranking de repasse do ICMS, e a expectativa é que os repasses desse imposto cresçam no próximo ano.
“Nossa expectativa é de um leve crescimento nas receitas próprias, mas também esperamos superar Maringá no recebimento do ICMS, por exemplo”, contou Claudio. O secretário lembrou que esse aumento no repasse se deve ao crescimento do parque industrial de Ponta Grossa nos últimos anos. “O retorno do crescimento do ICMS demora dois anos e vamos começar a notar isso no orçamento do próximo ano”, explicou o secretário.
Claudio atuou anteriormente na Controladoria Geral do município e ressaltou o conhecimento técnico sobre o setor financeiro da Prefeitura. “Como funcionário de carreira, tenho uma visão bastante técnica das finanças e nossa proposta é atuar dessa mesma maneira, de forma técnica e compromissada com o município”, contou. Grokoviski já fazia parte da equipe do secretário anterior, Odaílton de Souza.
Outro tema tratado por Claudio foi a proposta de reajuste apresentada pelo Executivo Municipal ao funcionalismo. Após o Sindicato dos Servidores (SindServ) apresentar uma proposta de reajuste de 10% em 2017, o Executivo enviou nesta quarta-feira (3) a contraproposta: conceder a inflação estimada em 4,5% em duas parcelas, a primeira paga já em maio e a segunda na folha de dezembro de 2017.
Reajuste “possível”
Na visão de Claudio, esse reajuste é o “possível” diante das condições financeiras da Prefeitura e da queda de repasses da União e do Governo Estadual. “Vivemos um momento de crise profunda no Brasil e isso repercutiu na economia, na nossa arrecadação, por isso acredito que a proposta apresentada é possível de ser realizada nesse cenário”, contou o novo secretário de Gestão Financeira.
Secretário visa “equilíbrio das contas públicas”
Claudio Grokoviski ressaltou que o principal desafio para os próximos anos será equacionar as contas municipais com o objetivo de equilibrar receitas e despesas. “A busca de um equilíbrio fiscal é minha principal meta, temos um desafio muito grande pela frente em encontrar esse patamar”, lembrou Claudio. O secretário reafirmou ainda a importância da chamada “justiça fiscal” apresentar por Rangel que prevê o protesto de cidadãos com dívidas com a Prefeitura.





















