UEPG discute ações para ‘amenizar’ falta de professores
Conselho Universitário se reuniu na manhã desta sexta-feira (31) para debater a situação. Suspensão do calendário de atividades foi retirada da pauta

Conselho Universitário se reuniu na manhã desta sexta-feira (31) para debater a situação. Suspensão do calendário de atividades foi retirada da pauta
Os membros do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) se reuniram na manhã desta sexta-feira (31). Entre os assuntos debatidos estava o cancelamento do calendário da instituição, mas a possibilidade foi retirada da pauta. A reunião do Conselho havia sido anunciada após a Casa Civil do Governo do Estado sinalizar que forneceria apenas 10% das horas-atividades dos professores colaboradores ainda no começo desta semana – caso a medida se concretizasse, o funcionamento da instituição estaria comprometido na visão da Reitoria.
Mesmo com o Governo do Estado voltando atrás e fornecendo 6.300 horas-aulas das 6.840 requeridas pela Universidade, a Reitoria da UEPG terá que se reunir com os chefes dos setores para readequar a distribuição da carga horária – na prática serão discutidas medidas para amenizar a falta de professores. De acordo com a assessoria de comunicação da UEPG, entre as possibilidades elencadas está a ação de ‘reunir’ turmas diferentes para que os alunos assistam as mesmas aulas desde que a “qualidade de ensino não seja comprometida”.
Na prática, a ideia é que turmas diferentes assistam aulas em comum juntas. A mesma medida não deverá se repetir com atividades de laboratórios, por exemplo, em que o número de equipamentos e espaço para os estudantes é reduzido. Além da ‘junção’ de turmas para conseguir readequar a distribuição de aulas, reitorias e chefes de setores deverão buscar outras alternativas para a situação.
Para a presidente do Sindicato dos Docentes da UEPG (SINDUEPG), professora Rosangela Maria Silva Petuba, a situação segue sendo preocupante. A sindicalista lembra que a readequação e diminuição das horas-aulas dos colaboradores não é a posição defendida pelo sindicato. “Defendemos que se contrate os professores aprovados em concurso e que esses docentes tenham a carga horária adequada”, contou a professora.
Na visão de Rosangela, a qualidade do ensino da UEPG segue sendo atingida pelas ações do Governo do Estado. “Com essa situação os professores efetivos terão que assumir mais aulas, abandonar projetos de extensão e pesquisa que são justamente as atividades que diferenciam a Universidade de um colégio de terceiro grau”, criticou a presidente do Sindicato. Rosangela lembrou ainda que o SINDUEPG deve aguardar as ações tomadas pela reitoria na readequação da distribuição de aulas para se manifestar.
Atualmente a UEPG conta com cerca de 260 colaboradores temporários e 733 concursados – os colabores aprovados em testes seletivos temporários representam 36% do total de docentes da Instituição. Na visão de Rosangela, a Reitoria da Instituição deveria, ao lado do Sindicato, exigir do Governo do Estado a contratação de professores já aprovados em concurso público.
Alunos reclamam de falta de segurança
Além dos problemas com falta de professores que vem prejudicando quase a totalidade de cursos da instituição, os alunos da UEPG também tem sofrido com a insegurança nos campus Central e de Uvaranas. Recentemente dois homens armados invadiram a lanchonete da Central de Salas e assaltaram alunos, funcionários e clientes. Além disso, roubos e furtos tem se tornado rotina no entorno do campus no Centro de PG. Para debater o assunto, o vereador Geraldo Stocco (REDE) deve realizar uma audiência pública em Ponta Grossa ainda no mês de maio para discutir o tema.





















