Polícia dá novas informações sobre morte de motociclista
Delegado Fernando Jasinski esclareceu que fiança do motorista envolvido no caso foi arbitrada pelo Poder Judiciário

Delegado Fernando Jasinski esclareceu que fiança do motorista envolvido no caso foi arbitrada pelo Poder Judiciário
A Polícia Civil divulgou novas informações sobre a morte de Kennedy Simões, registrada na madrugada do último domingo (26) na avenida Visconde de Mauá, em Ponta Grossa. Segundo o delegado Fernando Jasinski, responsável pelo inquérito do caso, o motorista envolvido no acidente, João Maria Antunes, foi liberado por uma fiança arbitrada pelo Poder Judiciário durante uma audiência de custódia. O delegado deu também novos dados sobre o rumo das investigações.
Segundo Jasinski, a informação de que Kennedy não teria carteira de habilitação (CNH) será averiguada e confirmada ainda durante essa quarta-feira (1°). O delegado lembrou que por se tratar de um flagrante, algumas informações iniciais ainda serão averiguadas pela Polícia Civil no decorrer do inquérito. “Diante da própria natureza do flagrante, nem todas as informações podem ser confirmadas em um primeiro momento”, contou Jasinski.
O delegado fez questão de ressaltar ainda que a fiança de R$ 3 mil paga por João Maria foi imposta pelo Poder Judiciário e não pelo delegado. “Juridicamente só podemos arbitrar uma fiança na delegacia para crimes que somem até quatro anos de prisão, como no meu entendimento a somatória de crimes supostamente cometidos pelo motorista de homicídio culposo e embriaguez ao volante passava desse período, a fiança foi arbitrada pelo Judiciário”, explicou Jasinski.
Entre as novas medidas tomadas pelo delegado na investigação estão os laudos da Polícia Científica. Jasinski lembrou que o prazo inicial para finalização do inquérito é de 30 dias, mas esse período pode ser postergado. O delegado conta com laudos que esclareçam, por exemplo, a velocidade do carro e da moto no momento do incidente e também um exame do IML que também esclarece se o motociclista havia consumido algum tipo de substância alcóolica.
Foto do velocímetro
O delegado também comentou a imagem, supostamente do velocímetro da moto pilotada por Kennedy, que circula nas redes sociais. Jasinski ressaltou inicialmente que por hora não é possível provar que a imagem seja mesmo da moto, além disso lembrou que ambos os veículos serão periciados. “Seria prematuro dizer algo agora sobre essa imagem, a velocidade dos carros vai ser determinada por um laudo”, explicou o delegado.
Embriaguez do motorista
Jasinski confirmou que o motorista do veículo envolvido no acidente estava alcoolizado – o estado de embriaguez de João Maria foi confirmado por um teste de etilômetro e também pelo depoimento de policiais militares que atenderam o caso. O delegado lembrou ainda que o sistema da Polícia Civil dava conta de que o condutor já havia sido autuado pelo crime de embriaguez ao volante em 2006, mas, para efeitos legais, como já haviam mais de 10 anos da ocorrência, o condutor foi considerado réu primário.
Pai de Kennedy atendeu a ocorrência
O caso ganhou repercussão nacional diante de uma trágica coincidência: a equipe do Samu que atendeu Kennedy era formada pelo pai do rapaz, Flávio Simões. Motorista do SAMU há 11 anos, Flávio ficou arrasado ao notar que a vítima fatal do incidente era o próprio filho. Após a morte de Kennedy, centenas de motociclistas protestaram no Centro de PG pedindo mais segurança no trânsito da cidade.
Câmeras de segurança
Imagens do circuito interno de segurança de um estabelecimento comercial flagraram o momento exato do acidente. As imagens mostram Kennedy à esquerda do veículo, aparentemente batendo contra o retrovisor do carro de João Maria e depois colidindo contra uma árvore.





















