APP sinaliza para adesão a greve nacional
Assembleia está marcada para o próximo sábado, em Maringá
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública
do Paraná (APP-Sindicato)
sinalizou nesta segunda-feira para uma possível adesão a uma greve nacional da
categoria proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Uma
assembleia estadual está agendada para o próximo sábado, em Maringá.
A mobilização foi aprovada durante o 33º Congresso da CNTE
realizado no mês passado. A previsão é de que a greve comece no dia 15 de
março.
Os eixos centrais do movimento dizem respeito a oposição à
proposta de Reforma da Previdência, encaminhada pelo governo de Michel Temer ao
Congresso Nacional (PEC 287/16), e o cumprimento integral do Piso nacional do
magistério. Os comandos estaduais e municipais de mobilização poderão agregar
outras pautas à paralisação, de acordo com as realidades locais.
O congresso da CNTE, realizado em Brasília, considerou inevitável a deflagração de uma greve nacional em função dos desdobramentos do que definiu como “golpe jurídico-parlamentar e midiático” no Brasil. Esse golpe, na avaliação da confederação, afronta o Estado Democrático de Direito previsto na Constituição, substitui as políticas de distribuição de renda por políticas de privatização e terceirização, e engessa o Estado brasileiro, por meio do congelamento dos investimentos por vinte anos, impedindo-o de promover o crescimento econômico.
Reforma da
Previdência também entrou em discussão
A CNTE criticou ainda a imposição de uma Reforma da Previdência.
De acordo com a confederação, isso “castigará a classe trabalhadora e os mais
pobres do país, especificamente na educação as mulheres, patrocinando o
desmonte da previdência pública e promovendo os fundos privados”. Ainda segundo
a CNTE, a greve nacional da educação também pretende fortalecer a construção da
greve geral da classe trabalhadora, que deve ser convocada pelas centrais
sindicais este ano.