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Mortes em boate completam um mês sem solução

Dois seguranças da boate Potiguá foram assassinados na noite do dia 30 de dezembro por homens fortemente armados e encapuzados

Local ficou com marcas dos disparos feitos por criminosos
Local ficou com marcas dos disparos feitos por criminosos -

Afonso Verner

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Dois seguranças da boate Potiguá foram assassinados na noite do dia 30 de dezembro por homens fortemente armados e encapuzados

Os assassinatos de Alberto Leandro Couto Neto e Rafael Matos Beraldi completaram um mês nessa terça-feira (31) e seguem sem solução. As vítimas trabalhavam como seguranças da casa noturna Potiguá, no Núcleo Baraúna em Ponta Grossa, em um atentado que também deixou outras três pessoas gravemente feridas. A Polícia Civil segue investigando o caso, mas até o momento ninguém foi preso.

O atentado contra os seguranças foi registrado por volta das 23h. Dois homens fortemente armados e encapuzados chegaram no local em uma Renault Duster preta e abriram fogo contra os seguranças – Alberto e Rafael morreram na hora, já Letícia Badluk, de 24 anos, João Édipo, de 24 anos, e Tiago de Jesus, de 29 anos ficaram gravemente feridos – o último é agente penitenciário da Cadeia Pública Hildebrando de Souza.

Entre as hipóteses trabalhadas pela Polícia Civil está a possibilidade do caso ter sido motivado por vingança. O setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial trabalha com duas linhas de investigação: a primeira delas é que os criminosos tinham como alvo Tiago, segurança que atua como agente penitenciário, e a segunda possibilidade é que o crime tenha sido motivado por vingança contra a atuação dos seguranças da boate.

Procurada pela reportagem, a delegada responsável pelo setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial, Tânia Sviercoski, afirmou que a investigação continua e, até o momento, não existem dados que possam ser divulgados sobre as diligências policiais – ela garantiu que a Polícia Civil está empenhada em solucionar a situação. A reportagem também procurou o advogado Luiz Carlos Simionato Junior, representante legal do dono da boate Potiguá, para falar sobre o assunto.

Simionato garantiu que o dono da boate se colocou à disposição da Polícia Civil para as investigações do caso. O advogado informou ainda que não existem novas informações sobre o andamento da busca pelos suspeitos.

Sobreviventes já tem previsão de alta

Sem revelar nomes, Simionato afirmou que os três seguranças feridos no atentado já tem previsão de alta – após o crime os feridos foram levados para hospitais da cidade, todos em estado grave e com risco de morte. O advogado afirmou ainda que o dono da boate tem oferecido todo o apoio e ajuda aos familiares das vítimas.

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