Marcelo Rangel veta flexibilização do ensino integral
Proposta foi apresentada pelo vereador Julio Küller (PMB) e acabou aprovada por unanimidade pelo Legislativo Municipal

Proposta foi apresentada pelo vereador Julio Küller (PMB) e acabou aprovada por unanimidade pelo Legislativo Municipal
O prefeito Marcelo Rangel (PPS) enviou ao Legislativo Municipal um ofício com o veto à lei 12.700, de autoria do vereador Julio Küller (PMB). A medida prevê que os pais tivessem o direito de escolher se deixariam os filhos durante todo o período na escola ou se optariam pela educação apenas em um dos turnos. Segundo Küller (PMB), a medida iria flexibilizar a oferta do Ensino Integral em Ponta Grossa.
A proposta de Küller foi apresentada ainda em maio no Legislativo Municipal, mas só entrou em votação em novembro. Após uma ‘bobeira’ da base governista, a medida foi aprovada por unanimidade pelo Legislativo eseguiu para a sanção de Rangel. De acordo com o veto publicado no Diário Oficial dessa quinta-feira (22), a Secretaria Municipal de Educação teria se manifestado contra a aplicação da lei.
No veto, Rangel também salienta que a medida proposta por Küller também fere a autonomia do Poder Executivo, além de ir contra as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O parlamentar do PMB afirmou que já esperava o veto do prefeito por uma questão “política” e irá tentar mobilizar os novos vereadores para tentar derrubar a medida. Julio e a secretária de Educação, Esmélia Savelli, já haviam debatido a matéria publicamente.
O veto do prefeito foi enviado para o Legislativo Municipal no último dia 15 de dezembro e agora só deverá ser avaliada pela próxima legislatura, sem a presença de Julio Küller – em 2016 JK disputou o cargo de prefeito pelo PMB. “Vou tentar mobilizar os vereadores e, mesmo sem mandato, quero que essa melhoria na educação seja aprovada e cumprida pelo governo”, afirma Küller.
Durante o debate da matéria ainda no Legislativo, Küller garantiu que a medida não afeta as diretrizes do ensino, mas sim oferece a oportunidade para que as famílias também participem da formação dos filhos. “Acredito que a educação também tem a participação do pai, da mãe e dos familiares mais próximos, por isso os pais deveriam ter o direito de escolher se deixarão o filho durante todo o dia na escola ou só por um período, é uma escola democrática”, contou JK.





















