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Defesa Civil encontra famílias em condições precárias

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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A Defesa Civil de Ponta Grossa encontrou duas famílias em um complexa condição social. Os agentes foram chamados para verificar a situação de duas casas na Vila Paraíso II, região de Uvaranas - o que era pra ser uma verificação de condições estruturais das casas acabou se tornando um auxílio a pessoas expostas a condições subumanas.

As duas residências apresentaram problemas estruturais - desde defeitos na ligação de energia elétrica até a completa falta de condições de saneamento. Em uma das residências vive João Maria dos Santos, de 58 anos - João era trabalhador rural e contraiu hanseníase em 1999 e desde então vive de um auxílio-doença pago pelo Governo.

João nasceu em Teixeira Soares e desde criança trabalha em propriedades rurais de Ponta Grossa. "Desde que peguei a doença não consigo mais trabalhar. Não tenho mais firmeza nas pernas e as minhas mãos também ficaram prejudicadas", conta João Maria. O trabalhador divide a casa com a esposa e outras 6 pessoas.

A residência de João apresenta vários riscos - o trem passa a menos de 10 metros da porta da residência, além da total falta de condições do banheiro e da captação de água. "Minha vida não é tão boa, mas a gente vai vivendo. A situação pior mesmo é dos nossos vizinhos", confessa o ex-trabalhador rural.

Condições sub-humanas

Ao lado da casa de João moram dois sobrinhos do aposentado - uma mulher de 32 e um homem de aproximadamente 35 anos vivem em uma casa de madeira, sem energia elétrica e água potável. Os parentes de João aparentam ter problemas mentais, segundo familiares, e estão expostos a condições ainda piores.

A casa de madeira tem apenas dois cômodos e é tomada por muita sujeira e bichos. Como os moradores aparentam ter algum tipo de distúrbio, João tem dificuldade em tentar ajudá-los. "Cada dia eles acordam de um jeito, é muito difícil, a gente não tem a ajuda de ninguém", conta o ex-trabalhador rural.

Encaminhamento 

A Defesa Civil fez um laudo atestando as condições de risco às quais as famílias estão expostas. Para o coronel Edimir de Paula, responsável pelo órgão, os envolvidos precisam de apoio do poder público. "Eles estão em condições subumanas e ninguém merece isso. São pessoas esquecidas socialmente", conta Edimir.

Os laudos da Defesa Civil serão encaminhados para a Secretaria Municipal de Assistência Social e para a Companhia Ponta-grossense de Habitação (Prolar). Para Edimir, as famílias tem que ser retiradas do local com urgência e, no caso dos moradores que aparentam problemas mentais, o acompanhamento médico também seria prioridade.

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