Estudantes chegam a acordo e iniciam desocupação
Em assembleia na noite de quinta (28), acadêmicos decidiram deixar espaço após receber garantia, entre outros pontos, que UEPG não irá ‘perseguir’ envolvidos na ocupação.

Em assembleia na noite de quinta (28), acadêmicos decidiram deixar espaço após receber garantia, entre outros pontos, que UEPG não irá ‘perseguir’ envolvidos na ocupação.
Acadêmicos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) decidiram desocupar o Centro de Convivência da instituição após uma reunião entre representantes do movimento estudantil e membros da reitoria – a conversa aconteceu na noite de quinta-feira (27). Ainda na quinta, uma assembleia definiu pela desocupação, que ocorre durante toda sexta-feira (28). A previsão da instituição é que os acadêmicos entreguem as chaves do espaço até, no máximo, a manhã de sábado (29).
O movimento teve início no dia 19 de outubro, quando estudantes ocuparam a reitoria da UEPG após uma confusão com funcionários. Dois dias depois, a Justiça determinou a reintegração de posse do espaço, alegando uso de violência física e depredação do patrimônio. Os acadêmicos optaram por desocupar a reitoria antes mesmo da notificação do oficial de Justiça, migrando pacificamente para o Centro de Convivência (onde fica a Biblioteca). Após nove dias de mobilização, estudantes definiram pela desocupação e passaram a manhã de sexta-feira (28) limpando e organizando o espaço.
Reunião e reivindicações
Dentre as pautas do movimento estudantil estavam um pedido de posicionamento oficial da reitoria contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 241), que cria um teto de gastos para as contas públicas, e a Medida Provisória (MP) 746/2016, que flexibiliza a grade curricular e aumenta a carga horário do Ensino Médio. Os acadêmicos ainda pediam uma negociação justa no preço do Restaurante Universitário (RU), reformulação do plano de assistência estudantil, transparência de gastos da instituição, mudanças na segurança dentro do Campus de Uvaranas e apoio às ocupações dos colégios estaduais.
Outra reivindicação foi a suspensão do calendário universitário. De acordo com o pró-reitor de Graduação, Miguel Arcanjo de Freitas Júnior, ficou decidido na reunião de quinta-feira (27) que a instituição irá aguardar a assembleia da Seção Sindical dos Docentes da UEPG (Sinduepg) para convocar o Conselho Universitário, que discutirá sobre a suspensão do calendário.
“Das reivindicações, a UEPG já havia atendido a maioria. O que estava faltando é a questão do calendário e uma conversa sobre a abertura de sindicância para apurar a ocupação. Os estudantes pediram que não haja perseguição aos envolvidos no movimento. E garantimos que não, isso é algo inconcebível se pensarmos em uma instituição democrática”, ressalta o pró-reitor.





















