Greve dos bancários na região afeta a população e o setor produtivo | aRede
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Greve dos bancários na região afeta a população e o setor produtivo

Com a greve, demanda pela utilização de caixas eletrônicos aumenta
Com a greve, demanda pela utilização de caixas eletrônicos aumenta -

Fernando Rogala

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Com a paralisação, que já se aproxima de um mês, clientes enfrentam filas e agricultores têm dificuldades em operações internas.

Nesta quarta-feira, completam exatos 28 dias de greve dos bancários em Ponta Grossa. No Brasil, completará 30 dias. Com a limitação dos atendimentos, praticamente toda a população foi afetada, seja pela impossibilidade da realização de alguns serviços, ou mesmo ‘pagando’ com seu tempo ao encarar as filas crescentes em caixas eletrônicos, lotéricas ou correspondentes bancários. Além disso, um segmento da economia também está sendo diretamente impactado: o setor agrícola.

No caso dos produtores rurais, muitos se utilizam do crédito agrícola para o custeio ou para realizar outros tipos de operações. “No nosso setor, o agricultor faz muita movimentação no banco, principalmente na questão do crédito, no custeio que precisa fazer. Com a greve, começam a parar os financiamentos pela documentação, a análise dos processos. E é o produtor de pequeno porte que tem mais dificuldades com o tempo”, aponta Gustavo Ribas Netto, presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa.

Edilson Gorte, presidente da Sociedade Rural dos Campos Gerais, também ressalta que o setor é afetado. “A greve acaba prejudicando a quem não tem nada haver com isso (negociação salarial dos bancários). Você precisa ter acesso ao banco, do contato pessoal com o gerente, tem que conversar, mas não consegue o contato. E não se consegue assinar documentos via internet”, aponta. Nesta segunda-feira, pela manhã, Gorte revelou que precisou se utilizar de um caixa eletrônico em um banco, mas apenas um tinha a opção de saque. “Os próprios clientes precisaram se organizar”, aponta, defendendo o fim da mobilização e a busca do acordo de outra forma.

A reportagem do Jornal da Manhã e Portal aRede foi até um banco no período da tarde, e constatou filas nos caixas eletrônicos. Mirian Alves de Oliveira afirmou ter ficado 18 minutos na fila para conseguir fazer a operação desejada. Já Luciane Santos afirmou que todos os caixas estavam normalmente, mas que teve que esperar a manutenção que estava sendo realizada. “Eles estavam abastecendo os caixas eletrônicos. Então tive que esperar mais de 10 minutos”, informou. Outro usuário do banco, que preferiu não se identificar, disse que até o momento não se sentiu prejudicado com a mobilização. “Manifesto o meu apoio aos bancários. Os banqueiros têm que pagar mesmo”, disse.

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