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Fórum de PG recebe 14 réus em júri popular histórico

Começou na manhã de hoje (10) o maior júri popular já realizado em Ponta Grossa desde o início dos arquivamentos por meio eletrônico, em 2009. O julgamento, realizado pela 1º Vara Criminal, começou às 9 horas e recebe 14 acusados da morte do detento Jorge

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Considerado o maior júri popular em Ponta Grossa desde o início dos arquivamentos por meio eletrônico, começa hoje o julgamento de 14 réus acusados da morte do presidiário Jorge Luiz Alves.

Começou na manhã de hoje (10) o maior júri popular já realizado em Ponta Grossa desde o início dos arquivamentos por meio eletrônico, em 2009. O julgamento, realizado pela 1º Vara Criminal, começou às 9 horas e recebe 14 acusados da morte do detento Jorge Luiz Alves dentro do Presídio Municipal Hildebrando de Souza, em 12 de abril de 2006.

                O Fórum funciona normalmente, porém a sala do Tribunal do Júri permanece fechada em razão do grande número de pessoas que comparecem na sessão. Equipes da Polícia Militar participaram da operação para garantir a segurança nos arredores do Fórum e a escolta trouxe um preso de Piraquara que irá depor como réu. Hoje é realizada a primeira sessão do júri, que será conduzido pelo juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt.

“Tive que determinar que a sessão seja a portas fechadas, pois o espaço destinado ao público será ocupado pelos réus e advogados e, também, pelos jurados, pois haverá a necessidade de que façam anotações, pelo elevado número de acusados. E no júri existe a incomunicabilidade entre os jurados, um não pode saber a opinião do outro, então ser necessário que sentem separadamente, para um não ver as anotações do outro”, explica o magistrado.

                O júri estava inicialmente agendado para o dia 5 de maio e teve de ser suspenso. Um dos réus, que estava preso em Piraquara, teria de ser escoltado (trazido pela Polícia). Porém, não trouxeram o acusado, o que impediu a realização do júri.

Réus

Na ação penal proposta pelo Ministério Público constam os nomes dos seguintes réus:

1 - Alexsandro Pientek Pinheiro, vulgo Alex

2 - Carlos Alberto Francisco de Menezes, vulgo Nene ou Paulista

3 - Denis Mateus Honorio

4 - Everson Luiz de Lima, vulgo Chuck

5 - Fábio Pires Barbosa, vulgo Neguinho

6 - Fernando Silva dos Santos, vulgo Curitiba

7 - Jair Figueiroa Filho

8 - Jeferson Huller, vulgo Cascão

9 - Jeferson Willi Konig, vulgo Chapolin

10 - Luiz Carlos dos Santos, vulgo Luizinho

11 - Paulo Sérgio Camargo, vulgo Latro

12 - Thiago Bruno Gonçalves

13 – Eliton Rodrigo da Silva, o Buiú

14 – Jeferson Edenir Martins, vulgo Joaquim

O crime

O crime aconteceu no interior do Presídio Hildebrando de Souza, em 12 de abril de 2006. O detento Jorge Luiz Alves, à época com 39 anos, condenado pelos crimes de assalto e atentado violento ao pudor, teve a cabeça partida e ainda recebeu ferimentos em várias partes do corpo, ao sofrer uma emboscada na terceira galeria do Presídio Hildebrando de Souza. Ele também foi torturado.

O espancamento aconteceu por volta das 17h30. Os policiais civis, com o apoio dos soldados da guarda externa, invadiram a cadeia e o resgataram com vida. Alves foi levado no camburão de um carro da 13ª SDP ao Hospital Municipal, onde morreu, segundo o Instituto Médico Legal, às 22h30. A causa da morte foi politraumatismo e hemorragia interna.

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