Péricles condena prorrogação do pedágio
Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) cassou liminar que proibia a renovação de convênios e prorrogação de contratos com as concessionárias
Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) cassou liminar que
proibia a renovação de convênios e prorrogação de contratos com as
concessionárias
O deputado Péricles de Mello falou na sessão de quarta-feira (4)
sobre a possibilidade de prorrogação dos contratos de pedágio no Paraná, agora
que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) cassou liminar que proibia
a renovação de convênios e prorrogação de contratos com as concessionárias, que
devem vencer em 2021. O deputado destacou pontos importantes acerca do tema,
com base em estudos que realizou durante atividade na CPI do pedágio.
O
parlamentar enfatizou a importância do diálogo entre a Frente Parlamentar
Contra a Renovação dos Contratos de Pedágio, da qual participa, e a sociedade
civil organizada para que se alcancem resultados favoráveis pelo impedimento da
prorrogação dos contratos, que apresentam graves irregularidades.
O
relatório apresentado pelo deputado na CPI envolve pontos como o conluio entre
as concessionárias e empreiteiras que sempre dominaram grandes obras públicas,
irregularidades no edital de licitação, volume de obras realizadas, aumento na
taxa de retorno solicitada pelo governo – desrespeitando os índices indicados
pelo Departamento de Estradas de Rodagem, DER e o superfaturamento de obras.
De
acordo com o parlamentar os estudos acerca do pedágio no Paraná devem se
aprofundar na relação entre as concessionárias e empreiteiras terceirizadas
para a realização das obras, com acesso ao caixa das empreiteiras e suas
consultorias milionárias. Mello afirma que é necessário que os pagamentos
feitos pelas concessionárias respeitem o preço máximo previsto pela tabela do
DER. Nos contratos vigentes o sobre preço aplicado em obras e taxas de retorno
chega a 48% em alguns casos.
Com
base nessas informações, o deputado propôs, na última reunião da Frente
Parlamentar, a realização de ação jurídica assinada por todos os integrantes
para que a justiça determine que a partir de agora as concessionárias paguem
suas empreiteiras terceirizadas o preço máximo praticado pelo DER no PR.
Mello
apresentou ainda determinação da Agência Nacional de Transporte Terrestre que
firma que, quando em um contrato de pedágio o governo exigir nova obra para a
concessionaria, ela só poderá executá-la se diminuir a taxa de retorno do
contrato para 8,5% e pagar no máximo o valor apresentado pelo DER, que é em
média 48% menor do que é pago atualmente. O deputado afirma que esse fato o
levou a defender uma nova obra em PG para a Souza Naves, dessa forma baixaria o
preço para a taxa de retorno de 8,5%.
A
Frente Parlamentar representa um movimento suprapartidário, composto pelos
deputados Ademir Bier (PMDB), Tercilio Turini (PPS), Marcio Pauliki (PDT),
Adelino Ribeiro (PSL), Claudio Palozi (PSC), Leonaldo Paranhos (PSC), Chico
Brasileiro (PSD), Evandro Araújo (PSC), Marcio Pacheco (PPL), Nereu Moura
(PMDB), Guto Silva (PSD), Professor Lemos (PT) e Nelson Luersen (PDT). O grupo
realizará cerimônia de lançamento oficial da Frente, no próximo dia 16 de maio,
durante audiência pública a ser realizada no Plenário da Assembleia
Legislativa.