Parque Vila Velha vira museu a céu aberto; veja como participar
Mostra convida o visitante a refletir e comparar a arte da natureza com aquela produzida pelas mãos humanas

O Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, transformou-se em um museu a céu aberto. Nesta quarta-feira (25), o Museu Oscar Niemeyer (MON) deu início à exposição 'MON sem Paredes - Arte ao Ar Livre', projeto que rompe os limites físicos do museu em Curitiba e leva obras de arte para junto da natureza.
A mostra convida o visitante a refletir e comparar a arte da natureza com aquela produzida pelas mãos humanas. O objetivo é aproximar as esculturas naturais, moldadas ao longo de milhões de anos, das criações de artistas consagrados.
Para o governador do Paraná em exercício, Darci Piana (PSD), a iniciativa reforça o papel institucional do Estado na promoção de atividades culturais. “Sou um grande fã de Vila Velha, que já era um museu a céu aberto e agora se torna palco de obras produzidas por artistas renomados. É muito bonito ver o parque aproximar as pessoas da arte. Todos ganham: a população, o turismo, a cultura e o Estado”, afirmou.
O projeto está alinhado ao objetivo do Governo do Paraná de disseminar arte e cultura em todo o Estado. Ao levar as obras até onde o público está, além de democratizar o acesso e sensibilizar novos visitantes, a proposta também oferece um ambiente de pausa, desaceleração e reconexão interior.
A secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, reforçou a proposta de descentralização. “A intervenção em Vila Velha materializa nossa política de levar a arte ao alcance de todos. Percebemos que muitas pessoas deixavam de ir até o museu; por isso, queremos ampliar as oportunidades e levar a cultura aonde a população está”, disse.
GALERIA DE FOTOS
Esta é a primeira fase de expansão do projeto 'MON sem Paredes - Arte ao Ar Livre' no parque de Ponta Grossa. Até então, as intervenções estavam concentradas na área externa do MON, em Curitiba. A proposta é que, futuramente, Vila Velha receba obras de outros artistas e novas instalações em diferentes pontos do parque.
Para a diretora-presidente do museu, Juliana Vosnika, explorar novas possibilidades faz parte da missão do MON de alcançar novos públicos e difundir a arte. “Muitas pessoas ainda se sentem intimidadas para entrar em um museu. Ao levarmos as obras para ambientes abertos, queremos que se sintam convidadas a se aproximar”, afirmou.
A iniciativa 'MON sem Paredes - Vila Velha' é do Governo do Paraná, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a Soul Parques e o Museu Oscar Niemeyer.
DIÁLOGO COM O PARQUE
A exposição no Parque Estadual de Vila Velha tem curadoria de Marc Pottier e conceito de Fernando Canalli. São seis artistas e seis intervenções, escolhidas para estabelecer um diálogo com o sítio ecológico.
“O parque fala. São anos de histórias presentes aqui, e os artistas conseguiram estabelecer um diálogo importante com a natureza. O objetivo foi dar continuidade e complementar a narrativa já existente”, explicou Pottier.
Uma das intervenções é do artista Tom Lisboa, que escolheu o aço inoxidável para compor a obra 'Reconstrução'. Admirador de Vila Velha, ele optou por uma criação em constante transformação. “É uma estrutura metálica revestida por uma malha fina e porosa, pensada para capturar resíduos trazidos pela chuva e pelo vento. Com o passar dos anos, esses materiais serão incorporados à obra”, disse.
Também participam da mostra Denise Milan, com a escultura em bronze e basalto 'O Vazio e a Pedra'; Alexandre Vloger, com 'Maca', em madeira ipê e aço; Kulykirida Mehinaku, autora de 'Totem Tatu e Totem Urubu-Rei', em madeira piranheira, urucum, carvão, resina de ingá e concha de caramujo; Gustavo Utrabo, que utilizou vidro laminado sobre estrutura metálica para criar 'Imaginei um Vento Pintado'; e Sônia Dias Souza, com 'Anathewma', em aço corten sobre base de areia.
PARQUE VILA VELHA
O Parque Estadual de Vila Velha é um paraíso ecológico e uma das mais importantes unidades de conservação ambiental do Brasil. Além de sua rica história, destaca-se pela composição natural única, com trilhas entre arenitos e formações rochosas milenares.
Com quase mil hectares, o parque preserva fragmentos de Mata de Araucária e de Campos Nativos. Espécies ameaçadas de extinção já foram registradas na área, como o lobo-guará, o bugio-ruivo, o tamanduá-bandeira e a jaguatirica.
O parque está localizado na BR-376, km 515, no 'Jardim Vila Velha', em Ponta Grossa. Os ingressos custam a partir de R$ 60, com condições especiais para crianças - que não pagam até os cinco anos, estudantes e moradores do município. Pessoas com deficiência intelectual e múltipla são isentas. Mais informações podem ser consultadas no site oficial do parque.
PRESENÇAS
Também estiveram presentes o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi; o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o subchefe da Casa Civil, Lúcio Tasso; os deputados estaduais Marcelo Rangel, Artagão Júnior e Luís Corti; o diretor de Patrimônia Natural do IAT, Rafael Andreguetto; e o diretor da concessionária Soul Vila Velha, Leandro Ribas.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Integração Inédita entre Arte e Natureza: o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, inaugurou nesta quarta-feira (25) a exposição 'MON sem Paredes - Arte ao Ar Livre'. O projeto marca a primeira expansão da iniciativa do Museu Oscar Niemeyer (MON) para fora de Curitiba, integrando seis intervenções de artistas renomados à paisagem dos arenitos. A proposta promove um diálogo entre as esculturas milenares moldadas pelo tempo e as criações humanas contemporâneas;
- Democratização e Descentralização da Cultura: autoridades estaduais, incluindo o governador em exercício Darci Piana, ressaltaram que a iniciativa visa romper as barreiras físicas dos museus tradicionais e levar a arte até onde o público está. A estratégia busca sensibilizar novos visitantes que se sentem intimidados por espaços fechados, fortalecendo o turismo nos Campos Gerais e consolidando o parque como um museu a céu aberto;
- Curadoria e Diálogo com o Ecossistema: sob curadoria de Marc Pottier, a mostra apresenta obras de artistas como Tom Lisboa, Denise Milan e Gustavo Utrabo, selecionadas especificamente para interagir com o sítio ecológico. Utilizando materiais como aço, vidro e basalto, as peças foram pensadas para coexistir com a biodiversidade de Vila Velha, que preserva fragmentos de Mata de Araucária e fauna ameaçada, unindo preservação ambiental e vanguarda artística.
Com informações: Agência Estadual de Notícias.



























