Política
Egresso da UEPG, Luiz Rodrigo Grochoki, deixa comando da Polícia Científica do Paraná
Grochocki estava à frente da Polícia Científica desde 2019
João Bobato | 06 de novembro de 2026 - 02:30
O administrador público formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Luiz Rodrigo Grochocki, deixou a direção-geral da Polícia Científica do Paraná (PCIPR) após seis anos no comando da instituição. A mudança ocorreu na segunda-feira (27), quando José Cardoso Pimenta, até então diretor operacional, assumiu a função por nomeação do governador Carlos Massa Ratinho Júnior.
Grochocki estava à frente da Polícia Científica desde 2019 e agora passa a integrar a diretoria de Gestão Estratégica da Fundação de Apoio à Atividade de Segurança Pública do Paraná (Faasp).
Durante a cerimônia de transição, ele destacou a importância da continuidade institucional e do trabalho desenvolvido pelas diferentes gerações de profissionais da corporação.
“Grandes expoentes pioneiros da Polícia Científica do Paraná passaram o bastão dessa instituição centenária para mim. Agora, com muita honra, estou passando esse legado, que não é um legado de uma gestão, mas um legado institucional”, afirmou.
“A Polícia Científica é construída de pessoas, e várias pessoas passaram ao longo do tempo por essa instituição, que continuará iluminando os caminhos daqueles que buscam a verdade e a justiça pela ciência”.
Parceria com a UEPG resultou em IML universitário
Um dos projetos destacados durante a gestão de Grochocki foi a parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa para a implantação do primeiro Instituto Médico-Legal (IML) Universitário do Brasil.
O reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, ressaltou a colaboração do ex-diretor-geral para viabilizar a estrutura, que está em fase final de obras e será instalada no campus da universidade.
“Durante os seis anos em que esteve à frente da Polícia Científica, o diretor-geral Luiz Rodrigo Grochocki foi um grande parceiro da UEPG”, enfatizou o reitor.
“Em todos os momentos ele trabalhou de maneira criativa para que pudéssemos, Polícia Científica e UEPG, constituir o primeiro IML Universitário do Brasil, que será inaugurado em breve em uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública, mas com assessoria direta de toda a equipe da Polícia. É a ciência a serviço da Polícia Científica. Luiz Rodrigo Grochocki deixa sua marca à frente dessa grande instituição parceira da UEPG, que agora terá uma sede dentro do nosso Campus”.
O complexo será dividido em duas estruturas: a sede da Polícia Científica, com aproximadamente 1,6 mil metros quadrados, e o Centro de Anatomia da UEPG, com quase 1 mil metros quadrados.
A unidade da Polícia Científica terá espaços administrativos, consultórios, área de atendimento ao público, salas de necropsia e exames, câmara fria, alojamentos e ambientes de apoio técnico. Já o Centro de Anatomia contará com salas de aula, auditório, refeitório e espaços administrativos.
Gestão teve investimentos e ampliação da estrutura
Formado em Direito, Engenharia e Administração Pública, Grochocki também é especialista em Estado Democrático de Direito e Direito Aplicado, além de mestre em Tecnologia.
Durante sua passagem pela direção-geral, participou de articulações nacionais na área de segurança pública. Foi membro do Conselho Nacional de Segurança Pública, presidiu o Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica e a Academia Brasileira de Ciências Forenses, além de integrar comitês nacionais relacionados à busca de pessoas desaparecidas e ao banco de perfis genéticos.
Segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, desde 2019 o efetivo da Polícia Científica do Paraná cresceu 43%. No mesmo período, a remuneração dos peritos aumentou 180%, enquanto a dos técnicos teve crescimento de 137%.
Os investimentos em tecnologia ultrapassaram R$ 43 milhões. A estrutura também foi ampliada e passou a contar com 20 unidades distribuídas pelo Paraná e quatro postos avançados.
Outro destaque foi a implantação do Sistema Nacional de Análises Balísticas (Sinab), em 2022, quando o Paraná registrou o primeiro resultado positivo, conhecido como hit. Em 2025, a instituição também recebeu uma homenagem da Interpol.
A gestão ainda acompanhou mudanças na legislação da categoria, incluindo a Lei Orgânica da Polícia Científica do Paraná, de 2022, a reestruturação das carreiras, em 2023, e a criação do Código de Ética da instituição.
José Cardoso Pimenta assume direção-geral
O novo diretor-geral, José Cardoso Pimenta, é perito criminal e possui formação em Ciências Contábeis, Educação Física e Engenharia Florestal. Ele atua na Polícia Científica desde 2009 e ocupava a diretoria operacional desde 2022.
Ao assumir o comando, Pimenta destacou que pretende dar continuidade aos investimentos e aprimorar os procedimentos periciais.
“Pretendemos manter o bom trabalho que já vem sendo feito. Continuar com os investimentos, tanto em equipamentos como pessoal e também no desenvolvimento de novas metodologias”, afirmou.
“Estamos recebendo novos servidores neste fim de ano e pretendemos continuar contribuindo com o sistema de segurança pública e com o sistema de justiça, mantendo a equipe sempre integrada, trabalhando com as demais forças de segurança”.
RESUMO
Ex-diretor é formado pela UEPG: Luiz Rodrigo Grochocki deixou o comando da Polícia Científica do Paraná após seis anos e assumiu uma função na Faasp.
Parceria com a universidade: Durante sua gestão, Grochocki colaborou para a criação do primeiro IML Universitário do Brasil, em parceria com a UEPG.
Novo comando: José Cardoso Pimenta assumiu a direção-geral, com o compromisso de manter investimentos em equipamentos, servidores e tecnologia forense.