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Saneamento de Ponta Grossa terá R$ 400 milhões em investimentos até 2030

Recursos previstos pela Sanepar contemplam ampliação e modernização dos sistemas de água e esgoto; município possui 93% de coleta e tratamento integral do volume coletado

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Ponta Grossa alcançou 93,6% de cobertura de esgotamento sanitário, índice superior à meta de 92% estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para 2026. Todo o volume de esgoto coletado no município recebe tratamento, segundo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que mantém obras de ampliação da rede e melhorias em estações para acompanhar o crescimento urbano.

A superintendente da região Sudeste da companhia, Simone Alvarenga de Campos, afirma que o município já ultrapassou a meta prevista para este ano. O planejamento estabelece ampliar a cobertura para 95% até 2039 e alcançar 97% em 2045. No abastecimento de água, a cobertura chega a 100% na área urbana.

“Ponta Grossa já atingiu 93,6% de cobertura, ultrapassando a meta do Marco Legal para 2026”, destaca Simone. Segundo ela, a expansão do sistema precisa acompanhar o desenvolvimento do município, com atenção às áreas de maior concentração populacional.

Entre as intervenções em andamento estão a expansão das redes nos loteamentos Gralha Azul e Ipiranga e obras de água e esgoto no Conjunto Ouro Verde, realizadas em regime de parceria. A companhia também prevê reforços na Bacia do Cara-Cará e melhorias nas estações de tratamento Taquari, Gertrudes, Santa Bárbara e Cará-Cará.

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|  Foto: Arte/Geverson Cunha/Grupo aRede.

Obras e ampliação do sistema

O planejamento de esgotamento sanitário inclui a ampliação de redes coletoras, estruturas de bombeamento e emissários responsáveis por transportar os efluentes até as estações de tratamento. Um dos projetos licitados pela companhia contempla intervenções na região da Ronda, com implantação de coletor-tronco, emissário e estação elevatória.

O processo prevê 1.235 metros de coletor-tronco, incluindo travessias na BR-376 e no Arroio Ronda, além de 5.469 metros de emissário e uma estação elevatória. A concorrência teve proposta vencedora de R$ 21,45 milhões.

Também estão previstas melhorias nas estações de tratamento de esgoto Ronda e Tibagi, além de intervenções nas unidades já contempladas pelo planejamento da companhia. As obras buscam ampliar a capacidade de recebimento e tratamento dos efluentes diante do aumento da demanda.

A nova Central de Relacionamento da Sanepar em Ponta Grossa, localizada na Rua Benjamin Constant, 133
A nova Central de Relacionamento da Sanepar em Ponta Grossa, localizada na Rua Benjamin Constant, 133 |  Foto: Divulgação.

Exigências para novos empreendimentos

A expansão imobiliária e industrial exige avaliação técnica antes da conexão de novos projetos ao sistema público. Simone explica que empreendimentos em loteamentos periféricos precisam implantar a infraestrutura interna conforme as diretrizes da Sanepar. Já as indústrias devem realizar o tratamento prévio dos efluentes antes do lançamento na rede coletora.

“Empreendimentos em distritos industriais exigem tratamento prévio de efluentes industriais por parte das indústrias antes do lançamento na rede coletora”, afirma a superintendente. A medida busca garantir que a carga orgânica e química dos resíduos seja compatível com os padrões de entrada das estações de tratamento e com as normas ambientais do Instituto Água e Terra (IAT).

Dependendo do porte do empreendimento, também é necessário avaliar se a estrutura existente comporta o aumento da vazão. A companhia considera ainda a preservação da modicidade tarifária, princípio que busca manter o equilíbrio entre a ampliação dos serviços e os custos repassados aos consumidores, sob regulação e fiscalização da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar).

A infraestrutura de saneamento também é uma demanda do setor empresarial. Durante a inauguração da Central Empresarial da Sanepar na Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), em outubro de 2026, o diretor regional do Secovi-PR nos Campos Gerais, Gelisson Gugelmin, destacou a importância de um canal específico para atender empresas e empreendedores.

“Entendo que este espaço dedicado ao empresário é excelente porque teremos um atendimento de maior qualidade, com mais agilidade, como é a demanda dos dias de hoje do nosso setor empresarial e do setor imobiliário”, afirmou.

Gelisson Gugelmin, diretor regional do Secovi-PR nos Campos Gerais
Gelisson Gugelmin, diretor regional do Secovi-PR nos Campos Gerais |  Foto: Reprodução/Redes sociais.

Investimentos e planejamento até 2030

Nos últimos dez anos, Ponta Grossa recebeu cerca de R$ 340 milhões em investimentos da Sanepar em sistemas de água, esgoto e infraestrutura administrativa. A atualização apresentada por Simone aponta mais de R$ 34 milhões destinados a obras em andamento até 2030.

Além das intervenções já iniciadas, estão em fases de contratação e projeto a implantação do Sistema Tibagi, melhorias nas captações de Alagados e Pitangui, operacionalização de poços, construção de novas adutoras e reforços na distribuição de água. Na área de esgotamento sanitário, o planejamento contempla ampliação de redes coletoras e melhorias nas estações de tratamento.

A Sanepar também acompanha o crescimento do município por meio da análise dos pedidos de viabilidade de atendimento de novos empreendimentos. O procedimento permite avaliar se as redes e estruturas existentes têm condições de receber a demanda adicional de água e esgoto.

Com cobertura de 93,6% e tratamento integral do volume coletado, Ponta Grossa já supera a meta nacional estabelecida para 2026. O desafio dos próximos anos será ampliar o atendimento para novas áreas e adequar a capacidade das redes e estações à expansão da cidade.

Leia um resumo

- Cobertura de esgoto: Ponta Grossa alcançou 93,6% de atendimento, acima da meta de 92% prevista para 2026; 100% do esgoto coletado recebe tratamento.

- Obras em andamento: intervenções ampliam redes coletoras e promovem melhorias em estações de tratamento, incluindo obras nos loteamentos Gralha Azul e Ipiranga e no Conjunto Ouro Verde.

- Metas futuras: Sanepar prevê alcançar 95% de cobertura até 2039 e 97% em 2045, acompanhando o crescimento urbano e imobiliário.

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