Política
Paraná elege Filipe Barros e Deltan Dallagnol ao Senado Federal
Filipe Barros terá 35 anos e oito meses quando tomar posse e será o senador mais jovem do país desde 1903
João Bobato | 06 de outubro de 2026 - 05:15
Os eleitores do Paraná elegeram Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) para as duas vagas ao Senado Federal nas eleições deste domingo (4). Com 99,17% dos votos apurados, Barros somava 3.127.821 votos, enquanto Deltan tinha 2.885.230.
Os dois assumirão pela primeira vez o mandato de senador. Filipe Barros terá 35 anos e oito meses quando tomar posse e será o senador mais jovem do país desde 1903. Os mandatos terão duração de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027 e término em 31 de janeiro de 2035.
Filipe Barros
Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro, de 35 anos, nasceu em Londrina, no Norte do Paraná. Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), também atuou como advogado.
Antes de chegar ao Senado, exerceu dois mandatos como deputado federal pelo Paraná. Também foi vereador de Londrina entre 2017 e 2018.
Após a confirmação da vitória, Barros agradeceu aos eleitores e afirmou que pretende atuar em defesa do Paraná e do Brasil, além de defender mudanças no Judiciário.
“ A partir do ano que vem estaremos aí, no Senado, lutando por um Paraná e por um Brasil melhores”, declarou.
O primeiro suplente é Paulo Henrique Carrano Santos, atual secretário parlamentar de Barros. O segundo suplente é o empresário Sergio Roberto Domingues. Ambos são filiados ao PL.
Deltan Dallagnol
Aos 46 anos, Deltan Martinazzo Dallagnol nasceu em Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, e é formado em Direito. Ele retorna ao Congresso Nacional após ter exercido o cargo de deputado federal.
Dallagnol foi procurador da República e ganhou projeção nacional ao liderar a força-tarefa da Operação Lava Jato entre 2014 e 2020.
Eleito deputado federal em 2022, teve o mandato cassado em 2023. Naquele ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também o declarou inelegível. A decisão teve como base a renúncia ao cargo de procurador da República enquanto respondia a processo administrativo disciplinar.
Durante a atual disputa eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral confirmou o registro da candidatura, mas houve recurso ao TSE. No sábado (3), o ministro Floriano de Azevedo, relator do caso, indeferiu o registro de Dallagnol em decisão monocrática. Na sequência, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão até que o Plenário da Corte analise o caso.
Os suplentes de Deltan serão Professor Picler (PL), como primeiro suplente, e Markenson Marques dos Santos (Novo), como segundo.