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Indústria puxa saldo de empregos em Ponta Grossa em 2026

Setor tem saldo de 620 novos postos de trabalho no acumulado do ano e é o principal destaque no município

A indústria possui desempenho positivo na geração de empregos formais em Ponta Grossa e é o principal destaque no município em 2026. Segundo os dados divulgados nesta semana pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a indústria lidera entre os setores do município com 7.589 contratações e 6.969 desligamentos, resultando no saldo de 620 postos de trabalho no acumulado do ano.

O setor registra crescimento de 2,8% em 2026 e soma 22.709 trabalhadores no estoque de empregos formais no município. O desempenho da indústria contribui para o resultado geral de Ponta Grossa, que acumula saldo positivo de 590 postos de trabalho, resultado de 46.674 admissões e 46.084 demissões em 2026.

Em agosto, Ponta Grossa registrou saldo negativo de 296 empregos, com 5.664 admissões e 5.960 desligamentos. Na contramão desse resultado, a indústria manteve estabilidade no período, com 924 contratações e 910 desligamentos, garantindo saldo positivo de 14 postos de trabalho.

A indústria paranaense encerrou agosto com saldo positivo de 1.197 empregos formais, resultado 179% superior ao registrado em julho. O desempenho foi impulsionado principalmente pela construção, que abriu 1.067 vagas no mês, enquanto a indústria geral respondeu pela criação de outras 130 oportunidades.

No acumulado de janeiro a agosto, o setor soma 26.634 novos empregos formais no Paraná, sendo 16.600 vagas na indústria geral e 10.034 na construção. Considerando os últimos 12 meses, o saldo também permanece positivo, com 7.067 postos de trabalho criados no Estado.

Indicador 

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é um indicador utilizado para acompanhar a movimentação do mercado formal de trabalho no Brasil. Divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o levantamento reúne informações sobre admissões e desligamentos de trabalhadores com carteira assinada em todo o país.

Desde 2020, os dados são compilados por meio do Novo Caged, sistema que utiliza informações enviadas pelas empresas ao eSocial, plataforma que unifica registros trabalhistas, previdenciários e fiscais. A mudança substituiu o modelo anterior de coleta de dados e ampliou a integração das informações do mercado de trabalho formal.

Os resultados do Caged diferem dos indicadores produzidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma vez que utilizam metodologias distintas. Enquanto o Caged considera apenas trabalhadores com vínculo formal de emprego, a Pnad Contínua abrange também ocupações informais, trabalhadores por conta própria e outras formas de inserção no mercado de trabalho.

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