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Deltan, Filipe Barros Gleisi e Curi lideram disputa ao Senado

Nove candidatos estão na corrida por duas vagas; segurança, combate à corrupção, investimentos, saúde, infraestrutura e relação com o governo federal estão entre os principais temas

Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT) e Alexandre Curi (Republicanos)
Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT) e Alexandre Curi (Republicanos) -
Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT) e Alexandre Curi (Republicanos)
Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT) e Alexandre Curi (Republicanos) |  Foto: Divulgação.

Os eleitores do Paraná vão às urnas neste domingo (4) para escolher dois novos representantes do estado no Senado Federal. Nove candidatos disputam as duas vagas, que terão mandato de oito anos. Diferentemente da eleição para governador, o eleitor terá de escolher dois nomes diferentes para o Senado.

A disputa chega à reta final com um cenário pulverizado entre diferentes campos políticos. Os principais levantamentos realizados em setembro mostram uma corrida concentrada em cinco candidaturas: Deltan Dallagnol (Novo), Alexandre Curi (Republicanos), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT) e Cristina Graeml (PSD).

Na pesquisa mais recente da Real Time Big Data, divulgada em 29 de setembro, Dallagnol aparece com 19%, Curi e Filipe Barros têm 18% cada, Gleisi registra 16% e Cristina Graeml, 15%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os cinco aparecem em empate técnico.

Outro levantamento, da Quaest, realizado entre 20 e 23 de setembro, também mostrou proximidade entre os primeiros colocados: Alexandre Curi marcou 14%, Deltan Dallagnol e Filipe Barros, 11% cada, e Gleisi, 10%. Cristina Graeml e Dr. Rosinha tiveram 5% cada.

As pesquisas representam retratos do momento em que foram realizadas e utilizam metodologias, períodos de entrevistas e margens de erro diferentes. Com duas vagas em disputa, a dinâmica da eleição também é diferente daquela observada nas disputas majoritárias de uma única vaga.

O Paraná possui três representantes no Senado Federal. Em 2026, duas das três cadeiras entram em disputa, dentro do processo de renovação de dois terços do Senado.

Na urna, o eleitor terá dois momentos para escolher candidatos ao Senado e deverá indicar dois nomes diferentes. Caso escolha o mesmo candidato nas duas oportunidades, o segundo voto será anulado.

A configuração da disputa reúne candidatos de diferentes correntes políticas e trajetórias. No campo da direita, Deltan Dallagnol, Filipe Barros, Alexandre Curi e Cristina Graeml disputam espaço entre segmentos semelhantes do eleitorado, embora apresentem trajetórias e propostas distintas. Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha representam o PT, enquanto Joaquim do MLB, Karen Guerreiro e Marcelo Marcelino apresentam candidaturas de partidos com programas específicos.

Um dos pontos que diferencia a eleição deste ano é a situação jurídica de Deltan Dallagnol. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná manteve, em setembro, o registro da candidatura do ex-procurador ao Senado. Entretanto, o Tribunal Superior Eleitoral suspendeu atos de campanha de Dallagnol, incluindo propaganda eleitoral, participação em debates e utilização de recursos públicos de campanha. O nome de Dallagnol permanece na urna. A situação definitiva da candidatura depende da Justiça Eleitoral

Quem são os candidatos ao Senado?

Alexandre Curi — Republicanos

Curi defende o municipalismo

Deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (Republicanos) apresenta uma candidatura centrada no municipalismo e na articulação de recursos federais. Entre as propostas estão ampliar investimentos em saúde, segurança, infraestrutura, habitação popular, turismo e agronegócio, além de apoiar prefeituras com assistência técnica. Na segurança, defende ações contra o crime nas fronteiras, penas mais rígidas e um cadastro nacional de condenados por crimes sexuais. Também afirma que pretende manter presença nos municípios e prestar contas do mandato.

Alexandre Curi (Republicanos)
Alexandre Curi (Republicanos) |  Foto: Divulgação.

Cristina Graeml — PSD

Graeml mira a defesa dos Poderes

Jornalista e candidata pelo PSD, Cristina Graeml apresenta uma agenda voltada à fiscalização dos Poderes, ao municipalismo e à defesa da liberdade de expressão. Entre as propostas estão mudanças nas regras eleitorais, incluindo o fim do quociente eleitoral e do Fundo Eleitoral, além de alterações na distribuição de emendas parlamentares. A candidata também destaca o apoio ao agronegócio, a participação popular e o combate à violência contra a mulher. Em sabatinas, defendeu discutir mudanças na escolha de ministros do STF e uma atuação mais fiscalizadora do Senado. Cristina conta com o apoio de Ratinho Junior para a segunda vaga.

Cristina Graeml (PSD)
Cristina Graeml (PSD) |  Foto: Divulgação.

Deltan Dallagnol — Novo

Deltan prioriza ações sistemáticas

Ex-procurador da República e ex-deputado federal, Deltan Dallagnol (Novo) concentra sua campanha no combate à corrupção e na segurança pública. Entre as propostas estão retomar e atualizar medidas anticorrupção, ampliar punições para crimes contra a administração pública e mecanismos de recuperação de recursos desviados. Na segurança, defende prisão após condenação em segunda instância, endurecimento de penas e redução da maioridade penal para 16 anos em determinados crimes graves. Também inclui entre suas bandeiras mudanças relacionadas ao STF, como processos de impeachment de ministros.

Deltan Dallagnol (Novo)
Deltan Dallagnol (Novo) |  Foto: Divulgação.

Filipe Barros — PL

Filipe Barros é opção da ‘direita’

Advogado e deputado federal, Filipe Barros (PL) concentra sua agenda em segurança pública, mudanças institucionais e infraestrutura. O candidato defende alterações na composição e no funcionamento do STF, incluindo mandato para ministros e mudanças nos critérios de escolha. Na segurança, propõe fortalecer o combate ao crime organizado, especialmente em regiões de fronteira, além de medidas de prevenção e endurecimento de penas para crimes graves. Para o Paraná, cita a revisão do modelo de pedágios, investimentos em rodovias, ferrovias e portos, além de projetos como a Ferroeste e novas ligações viárias.

Filipe Barros (PL)
Filipe Barros (PL) |  Foto: Divulgação.

Gleisi Hoffmann — PT

Gleisi pretende retornar ao Senado

Ex-senadora, ex-ministra e deputada federal, Gleisi Hoffmann (PT) apresenta como prioridades a saúde, a proteção das mulheres e a articulação de investimentos para o Paraná. Entre as propostas estão ampliar o atendimento especializado, levar mais unidades móveis de saúde ao interior e fortalecer hospitais regionais. Na segurança, defende a PEC da Segurança, medidas mais rápidas de proteção às mulheres, Patrulhas Maria da Penha e monitoramento eletrônico de agressores. Também destaca agricultura familiar, educação, infraestrutura e maior participação feminina na política. A candidata afirma buscar uma atuação articulada entre União, estados e municípios.

Gleisi Hoffmann (PT)
Gleisi Hoffmann (PT) |  Foto: Divulgação.

Dr. Rosinha — PT

Médico e ex-deputado aposta em trajetória política ligada à saúde e ao serviço público

Florisvaldo Fier, conhecido como Dr. Rosinha, é médico e servidor público. Foi vereador de Curitiba, deputado estadual e deputado federal, além de ter presidido o Parlamento do Mercosul. Retorna à disputa majoritária com uma trajetória política construída principalmente no campo da saúde e das políticas públicas.

Dr. Rosinha (PT)
Dr. Rosinha (PT) |  Foto: Divulgação.

Joaquim do MLB — UP

Líder comunitário representa a Unidade Popular na disputa

Joaquim Silva Maciel, conhecido como Joaquim do MLB, é líder comunitário e disputa sua primeira eleição para o Senado. É candidato pela Unidade Popular e integra o grupo de candidaturas com propostas voltadas à representação de movimentos sociais e às políticas públicas de caráter popular.

Joaquim do MLB (UP)
Joaquim do MLB (UP) |  Foto: Divulgação.

Karen Guerreiro — Missão

Professora e comunicadora estreia na disputa pelo Senado

Karen Correia Guerreiro é professora, diretora de arte e comunicadora. Sem experiência anterior em cargos eletivos, concorre pelo partido Missão. Sua candidatura integra a parcela de nomes que chegam à disputa sem trajetória prévia em mandatos políticos.

Karen Guerreiro (Missão)
Karen Guerreiro (Missão) |  Foto: Divulgação.

Marcelo Marcelino — PCO

Professor leva programa do PCO à disputa por uma das cadeiras do Paraná

Professor, Marcelo Gonçalves Marcelino concorre ao Senado pelo Partido da Causa Operária. A candidatura apresenta propostas do PCO nas áreas econômica e trabalhista, incluindo mudanças nas relações de trabalho, oposição a privatizações e defesa de alterações na política salarial.

Marcelo Marcelino (PCO)
Marcelo Marcelino (PCO) |  Foto: Divulgação.

Eleitor terá de escolher dois nomes

Com nove candidatos e duas vagas, a eleição para o Senado no Paraná apresenta um cenário diferente da disputa pelo governo estadual. Os levantamentos da reta final mostram concentração das intenções de voto em cinco candidaturas, mas também apontam diferenças entre os institutos.

Além da definição dos dois novos senadores, a votação terá impacto sobre a composição política do Congresso Nacional a partir de 2027. Os eleitos terão mandato de oito anos.

A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília. Na urna, os votos para senador serão o terceiro e o quarto registrados pelo eleitor, depois das escolhas para deputado federal e deputado estadual.

Ao fim da apuração, os dois candidatos que obtiverem o maior número de votos válidos serão eleitos para representar o Paraná no Senado Federal.

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