Professor Gadini quer construir uma PG mais inclusiva

Pré-candidato do PSOL disputou a eleição em 2012 e conquistou votação considerável. Em 2020, Gadini quer propor uma cidade mais “inclusiva”

Em 2016, ao lado do também professor Felipe Soares (PCdoB), o professor Sergio Luiz Gadini (PSOL) conquistou mais de 12 mil votos em Ponta Grossa. A votação foi uma das mais expressivas do PSOL no Paraná e também em todo o país - isso faz o partido apostar no desempenho de Gadini para o pleito de 2020. Quatro anos depois, o professor universitário figura como pré-candidato do PSOL ao Palácio da Ronda. 

Nesta sexta-feira (18), Gadini visitou a redação do Jornal da Manhã e do portal aRede para participar de uma entrevista transmitida nas redes sociais (clique aqui para acompanhar). Gadini destacou o fortalecimento e amadurecimento do PSOL de 2016 até então e falou ainda sobre a composição de uma frente de esquerda no município - o grupo poderia ser formado, além do PSOL, por partidos como PCdoB e PT.

Durante a entrevista, Gadini destacou ainda os planos do PSOL para o município. Segundo o professor, boa parte dos problemas da cidade são explicitados por indicativos técnicos. “O PSOL vai apresentar uma proposta para solucionar problemas simples da cidade. Nosso intuito é construir uma cidade mais inclusiva, que forneça serviços públicos de qualidade e lutar contra o frequente desrespeito aos direitos dos trabalhadores”, disse o professor. 

Acompanhe a entrevista a seguir:

Jornal da Manhã: O que te motiva a disputar novamente o comando da Prefeitura de Ponta Grossa?

Professor Sergio Gadini: O PSOL, conseguiu nos últimos anos, se colocar como uma alternativa de gestão política no país em defesa dos direitos dos brasileiros, isso em nível municipal, estadual e nacional. Assumimos a responsabilidade de apresentar alguns nomes de pré-candidatos em Ponta Grossa e meu nome é um deles que, como os demais, será avaliado pelo partido e filiados. Mas a maior motivação é mostrar que é possível construir uma cidade inclusiva, uma cidade que respeite as pessoas e, acima de tudo, garanta serviços público de qualidade aos ponta-grossenses. Pra mim esse é o grande problema do município atualmente. 

JM: Qual é o caminho mais adequado para conseguir tornar a cidade mais inclusiva?

Professor Gadini: A cidade já elegeu prefeitos prometendo que iriam acabar com as filas da saúde, de forma mágica, da mesma foram eleitos sujeitos afirmando que acabariam com os problemas do transporte. Ao contrário disso, o PSOL tem levantamentos técnicos que mostram quais são os principais problemas da cidade e, baseados em números,propomos soluções para essas questões. Os grupos tradicionais deverão dizer que é hora de acabar com o serviço público, mas nós defendemos e mostramos, com estudos e dados, que isso é uma inverdade. Em todo o mundo, as economias que se sustentam são baseadas em políticas públicas apresentadas e mantidas pelos estados. 

JM: Qual é a ligação dessas políticas com a gestão do município?

Professor Gadini: Esse debate é nacional, mas tem tudo haver com a cidade. A eleição de 2020 tem um caráter nacional. Os municípios e os moradores da cidade logo vão começar a pagar o preço que desmontam os direitos sociais. A Reforma Trabalhista, por exemplo, prometia criar emprego, mas o que se viu até agora foi apenas a criação de subemprego e a diminuição da renda média. Nós temos propostas concretas para resolver problemas que afetam o dia a dia do cidadão. 

JM: Em 2016, o senhor e seu vice [Professor Felipe] disputaram a primeira eleição para cargo público. Com uma votação expressiva no primeiro turno, qual é a lição e experiência que vocês trazem do pleito passado?

Professor Gadini: Em primeiro lugar, uma eleição que a gente coloca nosso nome à disposição sem recursos sempre tem limitações - também em termos de grupo, atualmente temos um PSOL mais forte. Além da nossa autocrítica interna e na nossa evolução, acredito que temos uma legenda mais preparada e mais forte. Também apresentaremos uma proposta de chapa ao Legislativo, acredito que é fundamental rever o papel de legislar e fiscalizar em Ponta Grossa. Queremos reduzir problemas simples sem oferecer privilégios a ninguém, queremos diminuir a desigualdade que vemos nas ruas da cidade. 

JM: De 2016 a 2020 a cidade mudou consideravelmente. Mas qual é o problema que o senhor acredita que segue sendo o principal problema do município?

Professor Gadini: Se pegarmos os orçamentos das cidades médias do Paraná nos últimos anos, vemos que o orçamento de Ponta Grossa é o menor entre elas e ainda é aquele que menos cresce. Por isso, questiono esse discurso que de Ponta Grossa cresce vertiginosamente. Acredito que há um problema no modelo fiscal da cidade, além de ausências e problemas no Plano Diretor da cidade - esses dois documentos privilegiam uma pequena parcela da população em detrimento da maioria. Um dos exemplos pra mim é a especulação imobiliária que causa graves problemas no fornecimento de serviços públicos como saúde e educação. Outro exemplo é que, ao mesmo tempo, temos uma área urbana gigante, ao mesmo tempo que temos plantações que usam agrotóxicos na região urbana da cidade. Ou seja, o modelo fiscal e a falta de Plano Diretor nos levam a um modelo que prejudica a maioria da população. 

JM: O senhor fala em uma frente de esquerda. Quais partidos poderão integrar esse grupo?

Professor Gadini: Em nível nacional está claro que o fim dos direitos sociais precisa ter um basta. Em Brasília, existem partidos que, mesmo diante das dificuldades, defendem os direitos dos trabalhadores e dos mais pobres. É diante desse entendimento que partidos tem se reunido e discutido no município saídas para as propostas que tem atingido em cheio nossos direitos sociais. 

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