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Representação política precisa se transformar em desenvolvimento

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O resultado das eleições de 2026 encerra a disputa nas urnas, mas abre um período ainda mais importante para Ponta Grossa e os Campos Gerais: o da cobrança por resultados. O eleitor escolheu seus representantes para a Assembleia Legislativa e para a Câmara Federal e, a partir de agora, espera que os votos recebidos sejam convertidos em trabalho, articulação e investimentos para a região.

Ponta Grossa terá Mabel Canto e Ricardo Zampieri na Assembleia Legislativa, enquanto Aliel Machado foi reeleito para a Câmara Federal. Moacyr Fadel, de Castro, também garantiu uma cadeira na Alep, ampliando a representação diretamente ligada aos Campos Gerais.

Essa representação traz uma responsabilidade que não pode ser limitada ao período eleitoral. Cabe aos parlamentares discutir recursos com os governos estadual e federal, acompanhar projetos, defender investimentos e construir pontes institucionais capazes de atender às demandas dos municípios. É no orçamento, na articulação política e na capacidade de transformar reivindicações em projetos que o mandato mostra sua efetividade.

Os Campos Gerais não podem ser tratados como um conjunto de municípios isolados. Há demandas que ultrapassam fronteiras municipais e exigem atuação regional: infraestrutura viária e logística, saúde, educação, segurança, saneamento, habitação, qualificação profissional e políticas capazes de estimular a geração de empregos e a atração de novos investimentos.

Ponta Grossa, pela dimensão econômica e populacional, tem papel central nessa articulação. Mas o desenvolvimento da cidade deve caminhar junto com o fortalecimento dos demais municípios. Uma região mais integrada, com infraestrutura adequada e serviços públicos estruturados, cria melhores condições para empresas, trabalhadores, produtores rurais e para toda a população.

Também é preciso dirigir uma expectativa ao governador eleito Sergio Moro. Ele recebeu 47,29% dos votos válidos em Ponta Grossa e terminou à frente na maioria dos municípios dos Campos Gerais. Essa votação expressiva representa uma manifestação política que deve ser considerada pelo futuro governo.

Ao assumir o Palácio Iguaçu, Moro terá a oportunidade de demonstrar que a relação com a região será pautada não apenas pelo resultado eleitoral, mas por uma agenda concreta de desenvolvimento. Ponta Grossa e os Campos Gerais precisam estar entre as prioridades do Estado quando forem definidos investimentos, obras e políticas públicas.

O que se espera, portanto, não é privilégio, mas atenção proporcional à importância econômica e social da região. O governo estadual e os parlamentares eleitos precisam trabalhar em conjunto, independentemente de diferenças partidárias ou políticas.

A eleição passou. Agora começa o mandato. E o compromisso assumido nas urnas precisa aparecer em recursos, obras, empregos, serviços públicos e oportunidades. Ponta Grossa e os Campos Gerais fizeram sua parte. Cabe aos seus representantes fazerem a deles.

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