Dinheiro
VBP de PG cresce 54% em cinco anos e supera R$ 1,26 bilhão
Agropecuária ponta-grossense amplia faturamento em quase R$ 444 milhões no período, consolidando o município entre os principais polos do agronegócio paranaense
João Bobato | 21 de julho de 2026 - 06:55
O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária de Ponta Grossa cresceu quase 54% entre 2020 e 2025. De acordo com os levantamentos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o município passou de R$ 822,37 milhões em 2020, para R$ 1,266 bilhão em 2025. Os dados representam um aumento de R$ 443,63 milhões, equivalente a 53,95%.
O resultado demonstra a força do agronegócio ponta-grossense, que ampliou sua participação em diversas cadeias produtivas. A principal atividade econômica do campo continua sendo a soja de 1ª safra, cujo VBP saltou de R$ 393,2 milhões para R$ 532,6 milhões, crescimento de aproximadamente 35,45%. Embora a área cultivada tenha caído de 68,5 mil para 61,8 mil hectares, a produtividade manteve a cultura como líder absoluta da economia rural do município.
Outro destaque é a pecuária. O VBP do boi gordo aumentou de R$ 11 milhões para R$ 44,8 milhões, quadruplicando em cinco anos. A produção de leite também apresentou forte expansão, passando de R$ 30 milhões para R$ 72,2 milhões, reflexo do aumento da produção.
Na avicultura, o frango de corte praticamente dobrou seu valor econômico, evoluindo de R$ 32,3 milhões para R$ 72,9 milhões. Os ovos fecundados também cresceram, passando de R$ 11,7 milhões para R$ 27,1 milhões, consolidando a importância da cadeia avícola para a economia local.
O setor florestal também registrou avanço significativo. A produção de madeira de pinus para serraria passou de R$ 9,1 milhões para R$ 32,3 milhões. Surgiram novas categorias de comercialização no setor, como madeira para painéis reconstituídos, que movimentou mais de R$ 44,3 milhões, e madeira destinada à laminadora, com VBP superior a R$ 9,1 milhões.
Entre as culturas de inverno, a cevada apresentou grande crescimento, passando de R$ 23,7 milhões para R$ 41,1 milhões. Já o trigo registrou redução no VBP, de R$ 59,2 milhões para R$ 43,7 milhões, influenciado pela diminuição da área cultivada. O milho da primeira safra também avançou, passando de R$ 31,2 milhões para R$ 48,5 milhões, enquanto o milho de segunda safra teve retração devido à redução da área plantada.
Além das grandes culturas, diversas atividades da horticultura ampliaram significativamente seu valor econômico. A alface passou de R$ 221 mil para R$ 1,46 milhão; a amora cresceu de R$ 328 mil para R$ 2,75 milhões; e o morango aumentou de R$ 373 mil para R$ 1,83 milhão, demonstrando a diversificação da produção agrícola do município.
Em contrapartida, algumas culturas tradicionais registraram queda no VBP, como a batata de 1ª safra, que reduziu de R$ 10,6 milhões para R$ 4,4 milhões, e o tomate, que apresentou diminuição tanto na primeira quanto na segunda safra.
Os dados indicam que, entre 2020 e 2025, Ponta Grossa fortaleceu ainda mais seu perfil como um dos principais polos agropecuários do Paraná, sustentado pela combinação entre produção de grãos, pecuária de corte e leite, avicultura, suinocultura e um setor florestal em franca expansão. Os números reforçam a competitividade do agronegócio de Ponta Grossa e evidenciam uma evolução consistente do Valor Bruto da Produção nos últimos cinco anos, impulsionada tanto pela valorização das culturas tradicionais quanto pela diversificação das atividades agropecuárias.
Com supervisão: Mário Martins.