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Colheita de soja e milho avança na região com perspectiva de safra recorde

Além do clima favorável no ciclo, investimentos no solo e a adoção de medidas de manejo sustentável contribuem para a alta média produtiva. Retirada do milho do campo se aproxima do fim e soja está no pico da colheita na região

A safra de verão 2025/2026 caminha para ser uma das maiores da história nos municípios da região dos Campos Gerais. Tanto o milho quanto a soja de primeira safra estão sendo colhidos com uma alta média de produtividade, semelhante à registrada na safra anterior, que foi a melhor da série histórica. Como a área de soja cresceu em relação ao ciclo anterior, há a possibilidade de que a produção desse grão seja recorde, superando as 2,3 milhões de toneladas retiradas em 2025. 

Confira a reportagem especial em vídeo aqui:

aRede.info

O último levantamento realizado pelo núcleo regional do Departamento de Economia Rural (Deral), na última semana de fevereiro, apontava que 80% da área total de milho, de 76,5 mil hectares, já estava colhida, com 95% das áreas em boas condições. Já no caso da soja, que alcança o pico da colheita neste mês de março, 20% da área de 547,5 mil hectares já tinha sido colhida, também com 95% das áreas em boas condições. No milho, espera-se um rendimento superior a 11 mil quilos por hectare, enquanto que na soja, superior a 4,1 mil quilos por hectare.

“A região, de modo geral, vem colhendo bem; estamos finalizando as colheitas do milho com boas produtividades. A expectativa dessa safra é que nós superemos as produtividades atingidas na safra passada, com médias melhores de maneira geral, tanto na soja quanto no milho, o que significa, para nós, que isso vai ser uma das melhores safras da história”, destaca Elizandro Kielt, engenheiro agrônomo e consultor, sócio da Êxito Consultoria e Pesquisa Agronômica, profissional que atende propriedades em municípios como Ponta Grossa, Palmeira, Tibagi, Ivaí, Teixeira Soares e Rio Negro.

Na Fazenda Campina do Tigre (CT Agro), por exemplo, localizada em Teixeira Soares, na região dos Campos Gerais, a colheita de milho de uma área plantada de 78 hectares foi iniciada no dia 10 de fevereiro, enquanto que no caso da soja, o plantio começou no dia 2 de março, em um talhão com 60 hectares. A expectativa é de que a colheita siga até o final de março nos outros talhões.

No caso do milho, o rendimento na CT Agro alcançou a casa dos 15,3 mil quilos por hectare, um valor próximo do almejado pela propriedade. “Nesse talhão, de 78 hectares, nós conseguimos a produtividade de 255 sacas por hectare, com boa qualidade. Todo o milho produzido aqui foi de qualidade tipo 1, com todos os índices para exportação do produto. Foi uma boa produção; ficamos muito felizes com os resultados”, destacou o administrador da propriedade, Marcio Krzyuy.

Na soja, a produtividade inicial no primeiro talhão da CT Agro ficou bastante acima da média regional e estadual, em 100 sacas por hectare, o que equivale a 6 mil quilos por hectare. “Nossa meta de produção é de 95 sacas por hectare. A ideia é acrescer 6% dos números do ano passado. Na safra anterior, finalizamos em 90 sacas por hectare líquido de produção, valor que foi o nosso melhor até hoje”, explica Marcio Krzyuy. Isso significa que, se o objetivo for alcançado, a fazenda terá recorde de produtividade.

CUIDADOS COM O SOLO E PRESERVAÇÃO

Cabe destacar que toda essa produtividade nos Campos Gerais é alcançada mesmo em uma região em que o solo não é tão propício para a agricultura, como em outras regiões do Paraná e do Brasil. “Comparado às outras regiões, a origem dos nossos solos da região aqui é mais arenoso, então, comparado a essas regiões, o índice de fertilidade é um pouco mais baixo, o que nos dá mais desafios para alcançar boas produtividades nesses solos”, explica Elizandro Kielt.

E é aqui que os produtores da região se destacam ao investirem no solo, em adotarem práticas que contribuem para que essa média de produtividade cresça a ponto de ser uma das maiores do país. “Para sanar essa nossa dificuldade, adotamos manejos de conservação que visam estruturar melhor esse solo e garantir para eles uma melhor fertilidade, como com a rotação de culturas. Dentro desses manejos, também há o aporte de matéria orgânica vindo de coberturas, além de outras práticas, como manter o solo descompactado, e a implementação de ativos biológicos nesse solo”, acrescenta o agrônomo e consultor.

A Fazenda Campina do Tigre investe nessas práticas há quase dez anos. E desde então, a média produtiva, ano a ano, está crescendo, o que a coloca como uma das propriedades de destaque regional quando se fala em boas práticas. “Se pegarmos a CT como exemplo, de 2018 para cá, conseguimos incrementar em 40% a produtividade da área, adotando esses manejos que contribuem para isso. Lógico que existe a adoção de tecnologias em máquinas, por exemplo, mas com todo esse planejamento, os ganhos foram visíveis”, completou.

Em áreas onde não é possível a produção agrícola, a CT Agro faz o plantio de árvores de reflorestamento, como explica o produtor Daniel Krzyuy. “Optamos pela cultura do pinus como mais uma fonte viável aqui na Campina do Tigre, por conta de ser um manejo sustentável da madeira. Contamos hoje com 40 mil exemplares de pinus plantados, os quais posicionamos em locais de topografia acidentada, de difícil manejo de agricultura de grãos ou solos de difícil controle”, explica.

Essas e outras práticas, que auxiliam no sequestro de carbono ar, aliadas a técnicas agrícolas responsáveis com acompanhamento técnico, mostram que produtores contribuem para preservar o meio ambiente. No caso específico da Campina do Tigre, de toda a área da propriedade, quase um terço é reservado como área de preservação. “Temos uma visão muito cuidadosa com o solo e com a natureza; seria uma insanidade grande prejudicar o que te traz alimento e o que alimenta o povo. Então, aqui na Campina do Tigre, nós temos 30% das áreas preservadas, enquanto a legislação brasileira fala em 20%”, relata Marcio Krzyuy.

FUTURO

E se a região alcançou um limite das fronteiras agrícolas, é o investimento no solo que vai propiciar que a região siga aumentando a produção sem elevar a área plantada. “O solo é o principal ativo da fazenda. Então, o solo ainda tem um potencial de entrega absurdo, que, se combinado com as novas tecnologias, tem muito mais para entregar. Assim, nós conseguimos crescer em produtividade, com toda a certeza, sem aumentar as áreas” diz Marcio Krzyuy, projetando um crescimento médio de produtividade de, pelo menos, 5% para a próxima safra de verão.

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