Cotidiano
UEPG oferta serviços e democratiza atendimentos para a comunidade
A Universidade, através de cursos e programas de extensão, oferta dezenas de serviços gratuitos e contínuos à comunidade nas áreas de saúde, educação, cultura e extensão, buscando aproximar alunos da realidade local
João Bobato | 01 de maio de 2026 - 06:47
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) oferta dezenas de serviços gratuitos e contínuos à comunidade nas áreas de saúde, educação, cultura e extensão. Destaques incluem o Hospital Universitário (HU-UEPG), clínicas de odontologia, psicologia, laboratórios de análises, além de cursos de extensão.
Na área da saúde são ofertados serviços como: testes rápidos (HIV/sífilis), convênios com a Rede Feminina de Combate ao Câncer, atendimento no Hospital Universitário da UEPG.
Na educação e cursos a Universidade Estadual de Ponta Grossa oferta cursos abertos e massivos (MOOCs) via Nutead, cursos de piano, teatro, canto e violão, além de oficinas de marcenaria, panificação e reciclagem em projetos sociais.
Neste sentido de ação social, a UEPG realiza e promeve ações de conscientização em saúde sexual e projetos de extensão nos bairros.
A instituição realiza, de forma contínua, uma forte integração entre ensino, pesquisa e extensão, aproximando a comunidade acadêmica da sociedade ponta-grossense e regional.
PROEX
Uma importante parte para viabilizar a prestação de serviços para a comunidade é a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex), que regulamenta projeto de extensão universitária, que ofertam serviços para toda a comunidade de fora do meio acadêmico.
Assim, a extensão permite que se teste e se reelabore o saber acadêmico, no mesmo instante em que se prestam serviços para a comunidade e se democratizam os conhecimentos. Na pesquisa, a ação extensionista funciona no sentido de considerar para quais fins e para quais interesses se buscam novos conhecimentos.
São considerados programas o conjunto articulado de projetos e outras ações de extensão (cursos, eventos, prestação de serviços), integrando preferencialmente as ações de extensão, pesquisa e ensino, voltados a um objetivo comum.
OPERAÇÃO RONDON
Dentre os projetos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a Operação Rondon aparece como um projeto de impacto para além da população de Ponta Grossa, impactando municípios de todo o Brasil.
A Operação Rondon viabiliza o trabalho voluntário de professores, agentes e estudantes universitários no município, contribuindo para o seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo, possibilita aos universitários conhecerem de perto a realidade brasileira e sentirem os anseios da população. O projeto é uma ação PROEX-UEPG, coordenada pelo NER-UEPG (Núcleo Extensionista Rondon da UEPG), com a participação de IES parceiras e outras Instituições públicas e privadas.
O modelo da Operação Rondon prioriza ações que tragam benefícios duradouros para as comunidades, relacionadas, principalmente, à cultura, aos direitos humanos e à justiça, à educação, à saúde, à comunicação, à tecnologia e à produção, ao meio ambiente e ao trabalho.
São exemplos de ações frequentemente realizadas pelos rondonistas: capacitar educadores dos ensinos fundamental e médio sobre técnicas de ensino e aprendizagem; Incentivar o cooperativismo e o associativismo; Disseminar soluções autossustentáveis.
PROJETO
A Operação Rondon Paraná 2026 acontece entre os dias 10 e 22 de julho. Além de assinar o termo de adesão demonstrando o interesse, os municípios devem fornecer alojamento para os alunos e professores, transporte e deslocamento dentro do município e designar um representante que ficará responsável pelas demandas mais imediatas das equipes durante o período de atividade. Além disso, as Prefeituras também são responsáveis por definir os cronogramas de atividades, selecionar o local de realização, definir o público-alvo, facilitar a interação entre os órgãos municipais e lideranças das comunidades e divulgar a Operação nos meios de comunicação locais.
Além de contribuir para a construção e o fortalecimento de valores como cidadania e solidariedade, a presença dos rondonistas no município representa a ampliação de oportunidades para pessoas de diferentes gerações, especialmente aquelas que vivem em comunidades mais vulneráveis. Isso ocorre, principalmente, por meio do cuidado oferecido e do compartilhamento de conhecimento e informação em oficinas, com foco na promoção da autonomia e da sustentabilidade.
Para o reitor da UEPG Miguel Sanches Neto, a Operação pode aproximar comunidades afastadas das universidades. “O maior papel do projeto Rondon é, muitas vezes, mostrar para aquelas pessoas que estão em uma comunidade afastada o horizonte do ensino superior, e o Rondon pode ser aquela semente que vai fazer com que aquela pessoa sonhe a chegar ao ensino superior. Isso é muito importante numa sociedade como a nossa, com tantas assimetrias sociais, econômicas e culturais”, reflete.
ADESÃO DE MUNICÍPIOS
Para a Operação Rondon 2026, ao todo, 27 municípios foram convidados. Representantes de Castro, Ivaí, Jaguariaíva, Ortigueira, Piraí do Sul, Porto Amazonas e São João do Triunfo, Teixeira Soares, Tibagi, nos Campos Gerais; Rio Azul, no Centro-Sul; e Adrianópolis, Lapa, Rio Branco do Sul e Tunas do Paraná, que fazem parte da Região Metropolitana de Curitiba, conheceram mais sobre o projeto.
“Tenho certeza que o município que aderir terá uma grande oportunidade de contar com a presença de estudantes e professores das universidades do Estado do Paraná que podem impactar a vida de muitas pessoas, despertar sonhos, e a contarem com novas perspectivas de vida e certamente também sairão impactados de tudo aquilo que vivenciaram”, destaca o secretário da Seti, Aldo Nelson Bona.
Miguel Sanches Neto também celebra a união com os municípios. “Essa é a universidade na qual nós acreditamos, que trabalha com a comunidade, que reconhece as dores, as demandas, as necessidades e os potenciais”, afirma.
IMPACTO
O prefeito de Rio Azul, Leandro Jasinski, reforça a importância do projeto. “Estamos ansiosos para receber todos os rondonistas em cada cidade. Para que a gente possa discutir o município, pensar no que pode ser trabalhado, no que vai ser desenvolvido e trocar ideias e interagir com os alunos que vão estar lá aprendendo e ao mesmo tempo ensinando. Juntos, podemos desenvolver qualquer tipo de ação que venha trazer uma melhor qualidade de vida para cada cidadão”, comenta.
O prefeito de São João do Triunfo, Mario Cezar, aderiu ao projeto e avalia uma grande oportunidade de aprendizado e transformação local. “É a oportunidade de nós termos a atividade acadêmica estendida para a nossa comunidade local, de trocar experiências”, destaca.