Cotidiano
Memorial da Existência busca lembranças sobre a Praça dos Bichos em PG
Conhecido pelo antigo zoológico, espaço marcou a vida dos ponta-grossenses
João Bobato | 13 de março de 2026 - 02:00
Oficialmente chamada de Praça Getúlio Vargas, a ‘Praça dos Bichos’, no coração do bairro Nova Rússia, ocupa um espaço singular na história urbana de Ponta Grossa e na memória coletiva dos ponta-grossenses. Agora, o projeto Memorial da Existência, realizado pela Inspire Projetos Criativos, está em busca de recordações e histórias inusitadas sobre o lugar. As memórias podem ser enviadas pelo site www.memorialdaexistencia.com.br ou pelo Instagram @memorialdaexistencia .
O local foi sendo reconfigurado, renomeado e ressignificado ao longo dos anos, acompanhando o desenvolvimento social do bairro. Em 1930, a praça recebeu a denominação de Bernandes Moreira Garces. Em 1956, passou a se chamar Getúlio Vargas. No ano seguinte, durante a gestão do prefeito Albany Guimarães, a praça foi reformada e ganhou um jardim botânico e um zoológico municipal - estrutura que consolidou o apelido popular que atravessa gerações. O zoológico, que tinha como marco o seu leão, foi desativado por volta de 1985, mas a referência permanece como parte da identidade simbólica do lugar.
A trajetória marcada por mudanças estruturais e de significados levou o espaço a integrar o Memorial da Existência, projeto que reúne relatos de moradores sobre 19 pontos da cidade. No caso da Praça dos Bichos, o objetivo é reunir histórias que revelem como o espaço foi ocupado em diferentes períodos, da sua fase do zoológico às transformações mais recentes no desenho urbano do bairro.
Para a coordenadora do projeto, Rafaela Prestes, a praça representa um exemplo claro de como os espaços públicos acompanham as dinâmicas sociais. “Quando observamos a história da Praça dos Bichos, percebemos que ela não é apenas um equipamento urbano. Ela reflete momentos políticos, decisões administrativas e, principalmente, modos de convivência que se transformaram ao longo do tempo. O antigo zoológico, por exemplo, não é lembrado apenas como estrutura física, mas como parte da infância de muitas pessoas”, afirma. Rafaela destaca ainda que o registro dessas narrativas permite compreender a dimensão social dos espaços públicos. “A cidade não é feita apenas de prédios e ruas; ela é construída a partir das memórias de quem a ocupa”, finaliza.
Interessados em participar podem enviar memórias, mesmo que curtas, pelo site oficial, Facebook ou Instagram. Informações também pelo Whatsapp (42) 99935-9500 ou e-mail memorialdaexistencia@gmail.com. Entre as ações previstas no projeto Memorial da Existência estão a publicação de e-book, produção de podcast, realização de exposição, instalação de placas e totens informativos nos locais mapeados e oficinas de educação patrimonial em escolas municipais.
A iniciativa é viabilizada por meio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice), da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com apoio da Copel e parceria da Estratégia Projetos Criativos, Prefeitura de Ponta Grossa (Fundação Municipal de Assistência Social e Secretarias Municipais de Educação e Cultura), do portal aRede e da rádio CBN Ponta Grossa. A produção é da Inspire Projetos Criativos.
Das assessorias