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Votar com critério e responsabilidade

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Em época de eleições, todos os candidatos se divulgam, visitam locais e fazem suas promessas. Muitas vezes é difícil para o eleitor saber em quem votar, mas isso não é motivo para votar em qualquer candidato. Para Ermar Toniolo, porta-voz do projeto Eleições Limpas, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCP), o principal critério para escolha de um bom candidato é pesquisar sobre a vida dele. “É preciso pesquisar como foi sua agenda, os lugares que frequentou, o que fazia antes, qual sua religião, como ele é noticiado pela imprensa e sua posição na justiça”, conta Ermar. Ele ainda ressalta que é importante conversar com as outras pessoas, para averiguar se o candidato é aquilo mesmo que representa. “Ver se ele promete muita coisa, se ficou bonzinho agora e não acreditar nas promessas deles, até porque as promessas que os candidatos assumem são as que o eleitor quer ver”.

Para quem não pesquisa sobre a vida dos candidatos, resolve não escolher nenhum e decide votar em branco, Ermar já adianta que isso não funciona. “É um engano, porque qualquer cidadão que faz um voto de protesto tem que escolher um candidato que alinhe suas ideias, porque o voto branco, direta ou indiretamente, acaba indo a um candidato que nem foi escolha dele”, comenta.

Ainda há quem ache que o seu voto não faz diferença, mas Ermar afirma que faz sim, que o voto consciente pode mudar o cenário político. “Com certeza pode mudar esse cenário, porque a política atual, os candidatos que estão eleitos, representam a vontade do povo e a situação é gradativa, precisa mudar”, afirma. Ele ainda ressalta que votar é um assunto muito sério. “Não é somente apertar o botão na tela. Ceder a alguma promessa falsa feita pelo candidato ou receber alguma coisa em troca de um voto não pode ser feito, isso deixa de ser voto consciente. Não dá pra levar isso na brincadeira, como se tivesse apertando um botão na camisa”, afirma.

A advogada Viviane Weingärtner fala que a campanha eleitoral desse ano foi muito intensa e que os escândalos e denúncias tomaram frente de batalha pelo voto do cidadão. “O TRE (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) fez campanha pelas eleições limpas, e acredito que isso foi o condão das barbáries eleitoreiras que vivenciamos. Nas rodinhas o voto consciente imperava”, afirma. Viviane ainda conta que as classes inferiores debatiam fervorosamente o voto consciente.

Igreja lança cartilha para orientar o voto dos fiéis em PG

A Regional Sul da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou uma campanha para orientar os fiéis da igreja católica nas eleições deste ano. A entidade elaborou uma cartilha onde, além de trazer explicações sobre o sistema político brasileiro, aponta medidas de combate à corrupção eleitoral. De acordo com a CNBB, 150 mil cópias do material foram impressas para a distribuição nas paróquias de todo o Estado.

A cartilha segue as orientações da CNBB nacional, que iniciou a mobilização nas eleições a partir do discurso do Papa Francisco, proferido no início do ano para mais de 500 parlamentares no Vaticano. Na ocasião, a corrupção também foi elencada como principal problema a ser combatido. Entre as recomendações da cartilha, a igreja veda aos eleitores católicos o voto em políticos com histórico de corrupção e aponta perfis de candidatos que devem ser evitados.

Informações do Jornal da Manhã.

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