Requião invade comitê do PMDB e dissolve diretório

O candidato ao governo do Estado pelo PMDB, Roberto Requião, literalmente arrombou o comitê estadual do partido. Com 42 votos favoráveis e apenas um contrário, partidários dissolveram o comitê estadual do partido. "Na sede do PMDB para restabelecer a democracia e a fidelidade partidária. PMDB de verdade!", postou Requião no Twitter.
A sede do PMDB fica em Curitiba, na avenida Vicente Machado, 988 - o local estava fechado em luto de três dias depois da morte do presidenciável Eduardo Campos. "42 votos pela dissolução e 1 contra. Pela fidelidade partidária, 1 voto e 3 contra e 40 a favor. PMDB de verdade!", comentou Requião também no Twitter.
O 'desacordo' começou depois que alguns membros do PMDB, entre eles Orlando Pessuti e Osmar Serraglio (então presidente da executiva estadual do partdido) foram cotados para assumirem o cargo de vice na chapa de Beto Richa (PSDB). De acordo com as próprias postagens de Requião nas redes sociais, a dissolução teria sido baseada no argumento da "infidelidade partidária". Quem assumiu a secretaria geral do PMDB no Paraná deve ser Sérgio Ricci, membro equipe de campanha do senador.
Claudio Romanelli, deputado estudual e membro da executiva dissolvida, disse que "não há previsão regimental" para tal atitude do diretório e que considera ilegal a situação. No entanto, Romanelli ressaltou que qualquer posicionamento oficial do partido caberá ao deputado federal e ex-presidente da executiva estadual do partido, Osmar Serraglio.
Nova executiva
Sérgio Ricci, novo secretário do PMDB do Paraná, disse que "todo o processo da eleição foi orientado pelo diretório nacional do partido”. “Fizemos a convocação por edital, tudo nos conformes da lei", explicou Ricci. "Além da clausula de infidelidade, o que motivou a decisão foi que haviam membros da própria Executiva na Boca Maldita, fazendo campanha contra o candiditado do partido, o Requião”, explicou Ricci.
Quanto ao luto, Ricci contou que “o luto nós respeitamos, que é uma questão de comoção nacional. O que acontece é a ingerência em fechar um diretório partidário por causa do luto de outro partido”, argumentou. “Nem o próprio PSB, em várias cidades do país, fechou o diretório. Eles agiram de má fé para não permitir que fizéssemos a votação”, apontou Ricci.
A eleição para escolher a executiva deve acontecer no final do ano.





















