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Flávio chama de ‘canetada’ decisão de Dino e acusa ministro de defender ‘causa de Lula’

Candidato do PL à Presidência, senador criticou volta de diretor-geral ao comando da PF e pediu que presidente do STF suspenda liminar do ministro

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República -

Publicado Por João Iansen

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência da República, classificou de “canetada ao arrepio da Constituição” a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a volta de Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal (PF).

A declaração foi feita durante uma agenda de campanha em Juiz de Fora (MG), onde Flávio participou de uma "motocarreata" nesta quarta-feira. Na ocasião, o presidenciável também acusou o magistrado de agir em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Ficam o ex-ministro da Justiça de Lula e seu próprio advogado armando uma farsa contra Bolsonaro, e agora eles estão promovendo todo esse caos. É uma canetada totalmente ao arrepio do que diz a Constituição. Espero sinceramente que o presidente do Supremo, Edson Fachin, tome, ainda hoje, alguma decisão, começando por suspender essa liminar do Flávio Dino e convocando imediatamente uma sessão plenária para que se decida sobre essas questões em aberto, de forma transparente", disse Flávio, antes de seguir no ato até o local onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi esfaqueado, durante a campanha eleitoral de 2018.

Na véspera, o ministro André Mendonça havia determinado o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF após afirmar que ele e servidores de seu gabinete foram alvo de monitoramento ilegal. O ministro também mandou a Corregedoria da PF abrir investigações de natureza penal e administrativo-disciplinar sobre a atuação de Andrei. Flávio apoiou a decisão e afirmou que um “grupo especial de Lula” na Polícia Federal havia sido “desmascarado oficialmente”. Com informações de OGlobo.

O candidato do PL chamou ainda Andrei de “pau-mandado de Lula” e disse esperar que a corporação voltasse a ter autonomia para “ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula”.

Flávio também acusou Dino de atuar politicamente em favor do governo Lula e afirmou que decisões do Supremo estariam contrariando precedentes da própria Corte e a Constituição. "Eu não sou parte do processo, mas está todo mundo vendo que o ex-ministro do Lula, que é o Flávio Dino, ele não tem processo para julgar, ele tem causa para defender, que é a causa do Lula. O Brasil virou a várzea que está acontecendo. Perderam qualquer pudor de tomar decisões contra os precedentes, contra a Constituição, para se protegerem, né?"

Em sua decisão desta quarta-feira, o ministro Flávio Dino afirmou que, enquanto o plenário do Supremo não se manifestar sobre o afastamento de Andrei, investigações urgentes e com diligências em curso não podem ser interrompidas em razão de um “caos administrativo” imposto à PF pela decisão do ministro André Mendonça, que determinou, nesta terça-feira, o afastamento de Andrei do comando da corporação.

“E, o que é pior, com a determinação de suspensão de atividades de inteligência da Polícia Federal do Brasil, como se houvesse um único inquérito e um único julgador a envergar a toga do STF”, completou Dino, em crítica a Mendonça.

RESUMO

Crítica e apelo de Flávio Bolsonaro: Em evento de campanha em Juiz de Fora (MG), o candidato do PL acusou o ministro Flávio Dino de agir politicamente em favor do presidente Lula ao reverter o afastamento de Andrei Rodrigues e pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que anulasse a liminar.

Origem da disputa no STF: O impasse começou quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues por indícios de monitoramento ilegal, decisão posteriormente derrubada por Dino por considerar a medida inconstitucional e sem legitimidade processual do autor do pedido.

Desfecho da presidência do STF: Pouco após a manifestação do candidato, o ministro Edson Fachin acolheu o pleito de suspensão e sustou tanto a decisão de Mendonça quanto a de Dino, remetendo o caso ao plenário do STF para decisão colegiada.

CONTEÚDO DE MARCA

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