TRE-PR reforça segurança das eleições e alerta para fake news e uso de IA
O Paraná chega às eleições com 8.609.026 eleitores, tornando-se o quinto maior colégio eleitoral do país

Às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, reforçou a importância da segurança do processo eleitoral e destacou as principais regras que devem ser observadas por partidos, candidatos e eleitores nas Eleições 2026.
Os partidos e coligações têm até 15 de agosto para protocolar o registro de candidaturas. A partir de 16 de agosto, está autorizada oficialmente a realização das campanhas eleitorais. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão será veiculado entre 28 de agosto e 1º de outubro.
O Paraná chega às eleições com 8.609.026 eleitores, tornando-se o quinto maior colégio eleitoral do país e ultrapassando o Rio Grande do Sul. Segundo o TRE-PR, a estrutura eleitoral foi preparada para atender ao crescimento do eleitorado. A biometria já alcança quase 98% dos eleitores paranaenses.
Para acompanhar a propaganda eleitoral e eventuais irregularidades, três juízas foram designadas especificamente para atuar na fiscalização. Ao todo, 186 juízes eleitorais estarão envolvidos no trabalho nas zonas eleitorais distribuídas pelos 399 municípios do Paraná, com o apoio de mais de 106 mil mesários.
Segurança das urnas eletrônicas
A segurança das urnas eletrônicas também foi destacada pelo presidente do TRE-PR. Segundo Souza, o sistema utilizado nas eleições brasileiras possui diversas camadas de proteção e não permite conexão das urnas à internet.
"Em 30 anos de uso da urna eletrônica, nunca se descobriu ou se demonstrou um voto fraudado", afirmou.
De acordo com o desembargador, as urnas não utilizam rede de internet ou acesso externo, o que impede invasões remotas para alteração dos resultados. O sistema conta ainda com 30 camadas de segurança tecnológica.
O funcionamento e os mecanismos de proteção das urnas também foram demonstrados durante uma apresentação pública realizada no início de agosto, quando foram detalhadas as diferentes etapas de segurança e reforçada a inexistência de conexão das urnas com a internet.
Combate à desinformação
Outro ponto de atenção para as Eleições 2026 será o combate à desinformação e ao uso irregular de ferramentas de inteligência artificial.
O TRE-PR disponibiliza o Gralha Confere, ferramenta que permite ao eleitor encaminhar áudios, vídeos, imagens ou textos considerados suspeitos para verificação. A iniciativa busca auxiliar na identificação de conteúdos falsos ou manipulados.
Também estará disponível, a partir de 16 de agosto, o sistema Pardal, utilizado para o recebimento de denúncias sobre possíveis irregularidades eleitorais. A plataforma pode ser acionada em casos envolvendo propaganda irregular, como outdoors, bandeiras ou anúncios na internet fora das regras estabelecidas.
As denúncias recebidas podem ser encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral para a adoção das medidas cabíveis.
O uso de deepfake durante a campanha é proibido. A regra impede, por exemplo, a criação ou manipulação da voz ou da imagem de uma pessoa para fazê-la dizer ou aparecer em situações que não ocorreram.
Conteúdos produzidos ou modificados com ferramentas de inteligência artificial, mesmo quando não configuram deepfake, também precisam ser identificados de forma clara. A exigência busca garantir que o eleitor saiba quando determinado material foi produzido com o auxílio de inteligência artificial.





















