Greca consolida pré-candidatura com foco em cooperativas e apoio popular | aRede
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Greca consolida pré-candidatura com foco em cooperativas e apoio popular

Ex-prefeito destaca articulação política para o Palácio Iguaçu, mencionando alianças e o nome de Alvaro Dias ao Senado

Rafael Greca concede entrevista exclusiva para o Portal aRede
Rafael Greca concede entrevista exclusiva para o Portal aRede -

Julia Sansana

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Em visita ao Grupo aRede, nessa terça-feira (30), o ex-prefeito de Curitiba e pré-candidato a governador pelo MDB, Rafael Greca, ressalta foco nas cooperativas e na população do Paraná e afirma estar pronto para assumir o governo. Ele também destacou a articulação política para o Palácio Iguaçu, mencionando alianças e o nome de Alvaro Dias ao Senado.

“Eu resolvi me propor como pré-candidato a governador do Paraná para que o Paraná seja só para os paranaenses e pelos paranaenses para cima e para frente. Nós temos que olhar para o alto e temos que olhar para nós mesmos e temos que pôr na cabeça que Brasília não dá camisa para ninguém. O que nós precisamos é que o Paraná receba aquilo que lhe é devido”, destaca Greca. Confira a entrevista completa. 

VÍDEO
aRede.info
Ex-prefeito de Curitiba é o pré-candidato do MDB ao Palácio Iguaçu.Confira a entrevista do Portal aRede. | Autor: aRede.info

Grupo aRede: Como está o seu pensamento e a articulação da sua pré-candidatura ao governo do Estado, especialmente após o lançamento oficial que ocorreu recentemente na capital?

Rafael Greca: Naquele sábado, na Sociedade Thalia, me surpreenderam as cerca de 3.000 pessoas que lá estavam. Pessoas do Paraná inteiro, eram 130 delegações do interior, mas eram também muitos curitibanos, que é a minha grande base eleitoral pelo fato de ter sido três vezes prefeito da capital. E o que foi bonito também foi que chovia canivete e nem isso assustou o grande público. Então, eu tô muito feliz, vivendo com muita alegria esse sonho bom.

Grupo aRede: O senhor tem uma longa trajetória na política, foi secretário do governador Ratinho Júnior e estava no PSD. Ao migrar para o MDB para este projeto ao governo, muitos duvidavam da viabilidade da candidatura. O senhor está demonstrando que ela está consolidada?

Rafael Greca: Eu vi que no PSD eles tinham um príncipe perdido, um ou dois se matando entre si, e eu resolvi sair de lá. Fui para o MDB porque tem a ver com a minha trajetória democrática e tem a ver com o convite especial que me fez o presidente nacional do partido, o deputado federal Baleia Rossi, que esteve comigo na convenção na semana passada. A possibilidade de ter como vice-governador alguém de um outro partido de composição como o PP ou alguém da União Brasil ou alguém do Solidariedade ou de outro partido, mas a possibilidade também de ter o nome do senador Álvaro Dias como pré-candidato a senador para devolver maior voz ao Paraná em Brasília e, sobremaneira, a possibilidade do equilíbrio, porque nós temos posta de um lado a direita no Brasil, a candidatura do jovem Bolsonaro. Do outro lado tem o veterano presidente Lula, e um e o outro se degladiando entre si num clima de grande polarização. Então, eu resolvi me propor como pré-candidato a governador do Paraná para que o Paraná seja só para os paranaenses e pelos paranaenses para cima e para frente. Nós temos que olhar para o alto e temos que olhar para nós mesmos e temos que pôr na cabeça que Brasília não dá camisa para ninguém. O que nós precisamos é que o Paraná receba aquilo que lhe é devido. Porque Brasília, o Brasil inteiro dá e Brasília tira. E nós temos que nos ocupar com as nossas 227 cooperativas, com o nosso fabuloso agronegócio, com a nossa população extraordinária e diferenciada, com as nossas grandes cidades que precisam de redes integradas metropolitanas de transporte e também para que possamos trabalhar com novas energias, além das hidrelétricas todas que temos, das PCH e CGH, pequenas centrais hidrelétricas e grandes centrais geradoras hidrelétricas que temos. Nós possamos trabalhar também com o biometano, com o grande passivo que existe lá no oeste de matéria orgânica que está sobrando, uma coisa que o governador de São Paulo já chamou de depressa ao Caipira.

Eu gosto mais do nome de dizer tesouro orgânico, que está guardado lá: dos depósitos de tantos frangos mortos, tantos suínos mortos, tantos bois mortos e de tantas agroindústrias. Tudo isso passa por uma ideia de que o futuro será orgânico. E eu quero trabalhar muito com cadeias de biometano. E eu tô vendo a disposição dos industriais de já fazerem cadeias de biometano. Aqui mesmo em Ponta Grossa, perto de Vila Velha, existe já um posto de combustível que tem bombas alimentadoras de caminhões com biometano. A minha cabeça de urbanista sonha com ônibus de biometano para todas as primeiras grandes 10 ou 20 cidades do Paraná. Ônibus de biometano, transporte de biometano para nós chegarmos ao Porto. Eu sou o único pré-candidato que já governou três vezes uma cidade do porte de Curitiba. E se tá difícil para alguém, deixa que eu faço.

Grupo aRede: Ah, como o senhor avalia esse momento por que passa o Paraná, né? Ao final desses dois mandatos do governador e quais seriam aí os principais pontos que merecem atenção no futuro, independente de quem venha a ser, se vai ser o senhor, se vai ser outra pessoa, mas aonde o Paraná precisa de atenção para os próximos anos?

Rafael Greca: Com profundo carinho e respeito ao governador que me deu a honra de ser secretário de Desenvolvimento Sustentável, embora tenha me contrariado, não me deixou ser secretário de Cidades, que era a força da casa, eu consegui fazer direito o meu ofício e nós conseguimos inclusive chegar ao ponto de aumentar os cadastros ambientais rurais a 240.000 propriedades. Precisam 550.000 ainda terem cadastros ambientais rurais. Nós estamos aqui numa das capitais do agronegócio, na Colina das Canhadas de Ponta Grossa, no meio dos trigais, das plantações de soja, das plantações de malte, da abençoada Colina de Santana de Ponta Grossa. Mas mais do que isso, o que precisa agora é dar um futuro para o nosso glorioso passado. Eu sou santo-agostiniano. Santo Agostinho diz: "O passado é o que de bom ficou do passado." O governo do Ratinho, a cada dia que passa, é mais passado. Ainda que levar a Disneylândia, não tem lá uma máquina do tempo que faça com que pare o relógio. Ele, no fim do ano, vai deixar de ser governador. Vocês têm que pôr na cabeça que precisam pôr alguém com muita energia, com muita alegria, com muita vontade, com muito preparo para fazer o bem do Paraná. Eis-me aqui com o meu coração, com as minhas mãos limpas, com o meu coração puro para me propor a governar o Paraná. Vou gastar minhas energias de homem de já 70 anos. Mas não tenho medo também, porque o nosso colega do MDB do Egito, Moisés, foi abrir o Mar Vermelho com 80 anos e não teve dúvida, seguiu o cajado e disse: "Vamos para a Terra Prometida". O Paraná é a minha terra prometida.

Imagem ilustrativa da imagem Greca consolida pré-candidatura com foco em cooperativas e apoio popular

Grupo aRede: Nesse momento de pré-campanha, e aproveitando sua estadia aqui, em Ponta Grossa, que esteve também na cidade de Tibagi, né, recebendo o título de cidadão honorário daquela cidade, importante cidade aqui dos Campos Gerais. Em um futuro governo seu, como Ponta Grossa vai ser vista como Ponta Grossa e também a região dos Campos Gerais, que é muito importante para o Paraná, assim como todas as outras, mas obviamente puxando um pouco a sardinha para o nosso lado, né? Os investimentos aqui que essa região pode contar.

Rafael Greca: Não só Ponta Grossa, mas Imbituva, Castro, Carambeí, Telêmaco Borba, Tibagi, mas também Fernandes Pinheiro, e também Irati, e também Palmeira, e também todas as cidades que cercam a grande Ponta Grossa. O momento que me interessa muito repetir é o momento do Bento Munhoz da Rocha Neto, que em 1951 acrescentou capital social ao campo tradicional. Criou, por exemplo, uma Witmarsum em Palmeira. Criou uma Carambeí e uma Castrolanda nos arredores de Castro. Criou uma Frísia na região dos Campos Gerais. Criou uma Entre Rios lá na colônia dos suábios, lá em Guarapuava. Há muito ainda a ser feito. O Paraná não está pronto; é pretensão pretender que uma, até o cara que faz o comercial do Ratinho pode dizer que o Paraná tá pronto. Mas não tá pronto, tem muita coisa para fazer. Por exemplo, a Central de Regulação de Leitos da região dos Campos Gerais, com as filas que têm de crianças que pedem acesso à neurologia, parece que são 1.117 senhoras que tão esperando entrar, e precisa ter o dia seguinte. O dia seguinte também precisa ter força para as maltarias, força para todas as grandes indústrias do Paraná. E a minha cabeça nunca vai ser de inteligência artificial. A minha cabeça nunca vai ser de marqueteiros, penas. A minha cabeça vai ser sempre um canal direto que eu tenho entre os meus neurônios e o meu coração. A minha inteligência, como a da Margarida, é emocional e a minha vontade é de servi-los com a alegria que o próprio Evangelho faz no momento em que dá o mandato a São Pedro. A festa foi ontem. Hoje é Paulo, ontem foi Pedro. A festa diz assim: E Pedro, tendo traído Cristo três vezes, depois que ressuscitou, iluminado pelo Espírito Santo, foi ter com Cristo de novo povo no lago de Tiberíades. E três vezes Pedro perguntou: "Senhor, tu me amas?" E três vezes o Pedro respondeu: "Sim, Senhor, eu te amo".

Grupo aRede: Nesse momento de pré-eleição, e o momento em que as convenções se aproximam agora no dia 20 de julho até o dia 5 de agosto. É um momento em que os partidos se aproximam, as lideranças, existem as definições dos candidatos ao Senado, a vice, né? E no MDB, acredito eu, que não seja diferente. Nesse contexto, existiu até uma declaração sua, que pelo menos saiu na imprensa da capital, de um possível convite do governador Ratinho para o senhor ser vice do Sandro Alex. E o seu vice?

Rafael Greca: Todos querem que eu seja vice. O Ratinho, os não Ratinhos, os anti Ratinhos. Eu sou tão convidado a vice que não tô querendo casar com ninguém. Quero ser governador e governador titular. Nós vamos escolher entre a pleia dos partidos. Eu lhes lembro que eu não sou sozinho e que eu não governarei sozinho. Atrás de mim está o banco alemão KFW que encheu Curitiba de dinheiro. Atrás de mim está o Banco Interamericano de Desenvolvimento que encheu Curitiba de projetos. Atrás de mim está o BRICS que encheu Curitiba de projetos. E aí está atrás de mim também o Banco Mundial e o Banco do Brasil e a Caixa Econômica e a obra que foi realizada e o bem que eu realizei e, sobremaneira, o polpudo legado que eu deixei para o Risonho Eduardo Pimentel, que não para de sorrir e poderá sorrir por mais seis anos, se venturoso for de entender que a fidelidade é o mais lindo dos anéis e é o que deve nos coroar para fazer um final feliz para nossa linda história.

Grupo aRede: Diante dessa fala sua, o senhor espera o apoio do prefeito de Curitiba à sua pré-candidatura?

Rafael Greca: Ah, mas não tenho a menor dúvida. Não tenho a menor dúvida. E veja, eu sou daqueles que prefere sofrer com a infidelidade do que praticá-la. Então eu jamais serei infiel ao Eduardo e à grande história de Curitiba. Mas eu também sei que um dia seguinte merece consideração de quem ainda não foi eleito.

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Grupo aRede: Vamos falar também, pré-candidato, em relação às pesquisas eleitorais. Obviamente que alguns dão bastante atenção, outros nem tanto. Afinal de contas, como o senhor avalia essas pesquisas nesse momento?

Rafael Greca: Que rei sou eu, perguntam todos pro espelho mágico. Espelho, espelho meu, existe alguém mais popular do que eu? Todos os corvos fantasiados de pavões não sabem que não vão ter nunca a cauda de um pavão e não sabem também que só quem já voou é que tem as duas asas para ir adiante. E quero lhes dizer uma coisa: ninguém conta para vocês quando falam de pesquisas que no atual cenário 66% do povo ainda não decidiu em quem votar. Se fosse pelos donos dos institutos de pesquisa, nós não teríamos tido nunca nenhuma eleição. Nem as do Dr. Leonel Brizola, cujo caso pro consulado, dizia: "Já é derrotado no governo do Rio de Janeiro."

Grupo aRede: No começo dessa entrevista, o senhor citou a questão de Brasília, polarização, né? Nós temos a questão ali do pré-candidato senador Flávio Bolsonaro, a questão da pré-candidatura do presidente Lula e aqui no Paraná, como o senhor avalia o cenário? Além da sua pré-candidatura, nós temos a pré-candidatura também do senador Sérgio Moro, né, do PL, pré-candidatura do candidato à sucessão do governador Ratinho Júnior, Sandro Alex, que é aqui de Ponta Grossa e também, né, o representante um pouco mais da esquerda, se não o da esquerda, que tá no PDT PT, mas que também tem o PT ali na sua aliança, que é o deputado Requião Filho, filho do ex-governador Requião. Como o senhor avalia esse quadro?

Rafael Greca: Com profundo respeito a todos, lembrando que só eu fui três vezes prefeito de Curitiba e, portanto, eu sou mais qualificado para governar o Paraná. Veja, eu sou um colega de vocês. Mas também sou um colega de um filósofo grego que é seu companheiro pela sua inteligência, que é o nosso colega Parmênides. O que disse o companheiro Parmênides? O que é é, o que não é não pode ser e não vai ser. Eles que eu vou ser o candidato a governador do MDB e juntos nós vamos ganhar essa eleição.

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Grupo aRede: O senhor citou o MDB, um partido tradicional, né? Não só no Paraná, como no país todo, o velho MDB de guerra, como muitos dizem, né? Ah, como está também essa questão interna entre os pré-candidatos aí a deputado, afinal de contas, o senhor, uma vez governador, vai precisar de uma base sólida também na Assembleia, né? Representantes também na Câmara Federal, os pré-candidatos a deputado estadual, federal, como está essa organização?

Rafael Greca: Em todos estes governos, eu fiz grandes programas, inclusive de fomento econômico baseado em empréstimos internacionais. A primeira condição é não dever mais do que se arrecada, não gastar mais do que se arrecada, é ter capacidade de investimento. Essa é a pedra angular, essa é a riqueza de Curitiba. Num tempo eleitoral, precisa o bom senso das forças políticas de entenderem que se eu não sou o melhor, pelo menos pensem se eu não sou o menos pior. E pensem também nos seus interesses, porque se quiserem votar sonhando em botar fogo no circo, daí será uma ideologia piromaníaca e nós não me parece que devamos pôr fogo no Paraná. Como também não me parece que devam os aliados do governador Carlos Massa Ratinho Júnior fazerem o jogo do candidato do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, aí eles têm todo o respeito. A minha cabeça é que o momento é de discutir sobre o Paraná. E o futuro do Paraná depende da consciência dos paranaenses. E os paranaenses, tendo mão direita e ventrículo direito do coração, tendo mão esquerda e ventrículo esquerdo do coração, entendam que tudo nasce do centro e nasce do equilíbrio. Nasce do que em física se chama baricentro, aquilo que não desequilibra o barco e aquilo que nos faz seguir em frente para cima e para o alto. Eu lhes estou falando com critérios de engenharia. Posso também lhes falar com critérios de amor. Posso lhes falar também com critérios de interesse econômico. Eu posso oferecer ao Paraná a melhor condição de nós avançarmos pro futuro com muita segurança sem desequilíbrio ideológico algum, mas sobremaneira com muita inteligência, inteligência natural no lóbulo direito do cérebro um tico, no lóbulo esquerdo um teco, mas um tico e teco só do Rafa, só do Rafael, não da inteligência artificial e muito menos de algoritmos que possam ter sido comprados por algum bruxo importado que queira vir mandar em nós e nos colonizar.

Grupo aRede: Eu gostaria de saber qual a sua relação com a prefeita aqui de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt?

Rafael Greca: De respeito republicano e com o respeito que uma senhora merece. Ela já ganhou um lenço de gralha-azul pintado pela Margarida. Espero que use até nos comícios do Moro para se proteger do frio. Mas a minha cabeça é de profunda cordialidade com a doutora professora prefeita, e a minha cabeça também é de simpatia e apoio, por exemplo, ao ex-prefeito popular Jocelito Canto, que eu vejo hoje como um homem injustiçado. Um homem que fez 74.000 votos, que vocês de Ponta Grossa votaram e que não está no Congresso Nacional. Já puseram a mão na cabeça para pensar nisso: será que tem justiça e direito quem pensou assim, tirando um homem eleito de uma eleição garantida? Quem será que fez isso? Será que essa pessoa merece prêmio?

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Grupo aRede: Existe a possibilidade inclusive de a filha do Jocelito Canto, a Mabel Canto, deputada estadual, vir a ser sua vice, Rafael Greca?

Rafael Greca: Porque não, ela tem todas as condições. Mas não sei se ela quer. Também não perguntei para ela. Acho muito bonitas as duas meninas e acho ambas muito inteligentes. A vereadora é muito esforçada pela causa das mulheres. Eu fui com ela hoje ao túmulo da Corina Portugal no Cemitério de São José, porque queria muito, eu devia isso a Margarida, fazer essa peregrinação, porque essa mulher foi vítima de um feminicídio de 1889. Um feminicídio que é tão velho quanto é velha a história da república. E, tendo visto o amor do povo por essa memória e por essa tradição, eu sei que o povo de Ponta Grossa tem muita humanidade. E até porque a Margarida fez a primeira pousada de Maria do Brasil, 12 anos antes da lei Maria da Penha, fez um trabalho de apoio às mulheres. Eu também peço que considerem a possibilidade de averiguarem o meu currículo, as minhas capacidades e, com toda humildade, escutarem o meu coração, verem se estão limpas as minhas mãos, se está puro o meu coração e se eu mereço governar o Paraná.

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