Moro, Sandro e Requião iniciam campanhas eleitorais no Paraná
A campanha pelo Governo do Paraná com agendas que revelam três caminhos políticos distintos para uma disputa que já chega marcada pela busca do segundo turno

Sergio Moro (PL), Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT) abriram neste domingo (16), a campanha pelo Governo do Paraná com agendas que revelam três caminhos políticos distintos para uma disputa que já chega marcada pela busca do segundo turno.
A largada coincide com a data definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o início oficial da propaganda eleitoral, inclusive na internet. O calendário também autoriza, a partir deste domingo, caminhadas, carreatas e outras formas de mobilização previstas na legislação eleitoral.
SERGIO MORO
Sergio Moro escolheu Maringá para iniciar sua campanha. A decisão coloca no centro da largada a figura do próprio candidato, sua trajetória nacional e uma identidade política construída desde a Operação Lava Jato.
O discurso de Moro tem como componentes recorrentes o combate à corrupção, a segurança pública e a oposição ao campo petista. A aliança com o Partido Liberal (PL) também conecta sua candidatura ao eleitorado bolsonarista no Paraná e ao palanque nacional de Flávio Bolsonaro.
Essa estratégia transforma a campanha estadual em uma disputa que também carrega elementos da polarização nacional. Moro não precisa apenas apresentar um programa para o Paraná. Precisa preservar a identificação política que o levou ao Senado e, ao mesmo tempo, converter essa marca nacional em votos para uma eleição estadual.
SANDRO ALEX
Sandro Alex adotou uma largada diferente. O candidato do Partido Social Democrático (PSD) percorreu Curitiba, a Região Metropolitana e municípios do interior, reforçando uma estratégia baseada na presença territorial e na estrutura política construída pelo governador Ratinho Junior (PSD).
Essa não é uma característica nova da candidatura. Durante a pré-campanha, Sandro Alex participou de encontros regionais com prefeitos, vereadores e lideranças municipais. Em Piraquara, por exemplo, defendeu a continuidade dos projetos do governo Ratinho Junior e apresentou a candidatura como parte de um projeto coletivo. O PSD afirma ter 200 prefeitos filiados no Paraná.
Na Região Metropolitana de Curitiba, a movimentação também ganhou musculatura política. Em junho, 25 prefeitos declararam apoio à pré-candidatura de Sandro Alex em encontro que contou com Ratinho Junior e Alexandre Curi.
A aposta, portanto, é menos centrada na personalidade individual do candidato e mais na capacidade de transformar a máquina política de prefeitos, deputados, vereadores e lideranças regionais em presença eleitoral.
Existe, porém, um problema objetivo para essa estratégia: conhecimento do nome. Pesquisa Quaest divulgada em julho apontou que 68% dos eleitores paranaenses diziam não conhecer ou nunca ter ouvido falar de Sandro Alex.
A campanha tem pouco mais de um mês até o primeiro turno para transformar presença territorial em reconhecimento eleitoral.
REQUIÃO FILHO
Requião Filho, por sua vez, escolheu São Paulo para a largada, participando do movimento nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT).
O gesto reforça uma característica diferente da candidatura: a conexão com o campo político que apoia a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência.
O PT já formalizou apoio a Requião Filho no Paraná. A aliança foi construída em torno de uma candidatura de oposição a Ratinho Junior e de uma posição crítica ao lavajatismo e ao bolsonarismo.
Essa posição também apareceu no lançamento da pré-candidatura, em Curitiba, quando Requião Filho fez críticas à gestão Ratinho Junior e questionou a ausência de propostas de Moro para o Estado.
A estratégia de Requião Filho combina, assim, duas frentes: oposição ao grupo que governa o Paraná e identificação com o eleitorado de Lula. O desafio é transformar essa conexão nacional em uma candidatura estadual capaz de ultrapassar a barreira da polarização e alcançar setores que não estão necessariamente alinhados ao governo federal.
ESTRATÉGIAS
Moro aposta na identidade política. Sandro Alex aposta na capilaridade. Requião Filho aposta na oposição e na conexão nacional.
A disputa pelo segundo turno será justamente o teste dessas três fórmulas.
O Paraná entrou oficialmente na campanha. Agora começa a parte mais difícil para os três: convencer o eleitor de que o caminho escolhido para chegar ao Palácio Iguaçu também é o caminho para vencer a eleição. As informações são do Blog do Esmael.
RESUMO
Abertura da Campanha no Paraná: Sergio Moro (PL), Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT) deram o pontapé inicial na disputa pelo Governo do Paraná neste domingo (16), adotando estratégias políticas distintas em busca do segundo turno.
Sergio Moro em Maringá: Apoiado pelo PL, Moro iniciou sua agenda com foco no combate à corrupção, segurança pública e no eleitorado bolsonarista, buscando transformar sua projeção nacional em votos estaduais.
Sandro Alex na RMC e Interior: O candidato do PSD aposta na capilaridade territorial e no apoio da base do governador Ratinho Junior para aumentar seu conhecimento e alcance entre os eleitores.
Requião Filho e Aliança Nacional: Alinhado ao campo de apoio do presidente Lula (PT), Requião Filho abriu a campanha em evento do PDT em São Paulo, focando sua plataforma na oposição à atual gestão estadual.





















