Rede de proteção de Araucária orienta comércio sobre violência contra a mulher | aRede
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Rede de proteção de Araucária orienta comércio sobre violência contra a mulher

Ação levou informações sobre como identificar situações de violência e onde buscar ajuda

Além de orientar, ação buscou envolver os estabelecimentos na rede de proteção
Além de orientar, ação buscou envolver os estabelecimentos na rede de proteção -

Publicado por Sara Dalzotto

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A Rede de Enfrentamento às Violências contra as Mulheres realizou, na última sexta-feira (28), uma blitz educativa em 11 estabelecimentos comerciais e espaços públicos de Araucária. A ação integrou a campanha “Não é Não” e levou à população informações que podem ajudar a reconhecer situações de violência, saber como agir e buscar atendimento e orientação.

Durante as visitas, aproximadamente 220 pessoas receberam orientações sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, além de informações sobre canais de denúncia e os serviços disponíveis para atendimento e acolhimento. Também foram distribuídas cartilhas informativas, adesivos e materiais alusivos à campanha, como porta-copos.

Além de orientar diretamente a população, a iniciativa buscou envolver os estabelecimentos comerciais na rede de proteção. Por serem espaços frequentados diariamente por muitas pessoas, os comércios podem contribuir para a identificação de situações de violência, assédio ou vulnerabilidade e para o encaminhamento de quem precisa de ajuda.

Os proprietários e colaboradores dos estabelecimentos visitados foram convidados para uma capacitação da Rede de Enfrentamento, prevista para outubro. A formação vai abordar prevenção, acolhimento e orientações sobre como agir diante de situações de violência contra as mulheres. A preparação de profissionais que estão em contato frequente com a população amplia a possibilidade de identificação e orientação em situações que, muitas vezes, podem não ser percebidas imediatamente.

Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Araucária (ACIAA), Aécio Novitski, a participação do comércio pode contribuir para ampliar a rede de proteção. “Todos os dias, nossos estabelecimentos recebem centenas de pessoas que podem ajudar a identificar situações de violência, assédio ou vulnerabilidade. Por isso, essa parceria entre o poder público, as forças de segurança e o setor privado é tão importante. O comércio pode, além de gerar emprego e renda, participar das ações que tornam a sociedade mais segura, consciente e respeitosa”, afirmou.

Informação também é prevenção

A atuação preventiva é uma das estratégias para fortalecer a proteção às mulheres e facilitar o acesso aos serviços de atendimento. Para quem vivencia uma situação de violência ou conhece alguém que possa estar passando por isso, saber identificar os sinais e conhecer os caminhos para pedir ajuda pode fazer diferença.

“A Delegacia da Mulher registra todos os dias situações de violência. O trabalho de prevenção e de conscientização precisa ser constante”, destacou a agente de polícia judiciária Maria Luísa Joia da Silva.

Por isso, ações como a blitz educativa aproximam os serviços que integram a rede de proteção do cotidiano da população. A intenção é ampliar o número de pessoas que sabem reconhecer uma situação de violência, conhecem os canais disponíveis e conseguem orientar ou procurar ajuda quando necessário.

Rede de proteção

A ação contou com representantes do OPMulher, Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM), Secretaria Municipal de Assistência Social, Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego, Procon, Conselho Municipal de Segurança Pública, Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná.

Com informações de Assessoria de Imprensa.

Leia o resumo da notícia

Conscientização no comércio: A Rede de Enfrentamento às Violências contra as Mulheres de Araucária realizou uma blitz educativa da campanha “Não é Não” em 11 estabelecimentos e espaços públicos, orientando cerca de 220 pessoas com materiais e informações sobre canais de denúncia.

Capacitação em outubro: Proprietários e funcionários dos locais visitados foram convidados para uma formação em outubro, visando preparar o setor comercial — parceiro estratégico destacado pela ACIAA — para identificar abusos, acolher vítimas e prestar encaminhamentos adequados.

Ação multiprofissional e preventiva: Defendida pela Polícia Civil como essencial para a prevenção diária, a mobilização reuniu órgãos municipais, estaduais, forças de segurança (GM, PM, PC, Bombeiros) e entidades de assistência social e direitos da mulher.

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