Gaeco oferece terceira denúncia contra policial investigado por extorsão e ameaças | aRede
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Gaeco oferece terceira denúncia contra policial investigado por extorsão e ameaças

Núcleo Regional do Gaeco em Curitiba ofereceu a terceira denúncia criminal no âmbito da Operação Paralelo

Além das ações penais, foram celebrados quatro ANPPs durante os trabalhos investigativos
Além das ações penais, foram celebrados quatro ANPPs durante os trabalhos investigativos -

Publicado por Sara Dalzotto

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu a terceira denúncia criminal no âmbito da Operação Paralelo. A investigação apurou a atuação de pessoas envolvidas em crimes de extorsão, ameaça, associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, coação e falsidade ideológica. Além das ações penais, foram celebrados quatro Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs) durante os trabalhos investigativos, dos quais três já foram integralmente cumpridos e um encontra-se em fase de execução.

A terceira denúncia, contra um policial militar e três civis, foi oferecida e recebida neste mês pela 1ª Vara Criminal de Curitiba. Essa ação penal apura os crimes de extorsão e falsidade ideológica. Aos denunciados nesta ação, o Poder Judiciário impôs medidas cautelares que incluem a proibição de contato por qualquer meio com vítimas e testemunhas, o comparecimento bimensal em Juízo para informar e justificar suas atividades, a proibição de ausentar-se da comarca por período superior a 15 dias sem prévia autorização judicial e o recolhimento domiciliar das 19 às 6 horas.

Denúncias anteriores

As outras duas denúncias, contra o mesmo policial, já haviam sido apresentadas na Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual. A primeira ação penal, oferecida em 26 de novembro de 2025, aponta os crimes de ameaça, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, coação e falsidade ideológica.

A segunda denúncia na Justiça Militar foi oferecida em 27 de julho de 2026 e abrange os crimes de associação criminosa armada, extorsão mediante sequestro na forma qualificada por concurso de pessoas, violação de sigilo funcional qualificada e violação de sigilo funcional.

Medidas cautelares

Com o recebimento da segunda denúncia militar, no mês passado, foram impostas diversas medidas cautelares ao policial militar envolvido. Entre as determinações judiciais, estão o afastamento dos serviços operacionais, a proibição do uso de fardamento e armamento, a suspensão dos acessos aos sistemas de investigação policial e a proibição de acesso ou frequência às unidades abrangidas pelo 23º Batalhão de Polícia Militar. O agente também está proibido de manter contato com os demais envolvidos nos fatos apurados, incluindo investigados, denunciados, vítimas e testemunhas.

A Justiça fixou ainda o recolhimento domiciliar no período noturno (das 19 às 6 horas), nos finais de semana e em dias de folga (ressalvadas as escalas de serviço autorizadas), a obrigação de informar ao Juízo eventuais alterações na carga horária de trabalho e a imposição de monitoração eletrônica.

Histórico

A Operação Paralelo teve início a partir de relatos de vítimas sobre cobranças extrajudiciais realizadas com o emprego de violência e coação. As apurações identificaram registros de apropriação indébita de bens e a imposição de assinaturas em confissões de dívida.

Em agosto de 2025, o Gaeco cumpriu quatro mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. Em desdobramento posterior, em novembro do mesmo ano, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão, ocasião em que também foi determinado o afastamento das funções de um policial militar.

Com informações de Assessoria de Imprensa.

Leia o resumo da notícia

Terceira denúncia e medidas no âmbito cível: O MPPR/Gaeco ofereceu a terceira denúncia pela Operação Paralelo contra um policial militar e três civis por extorsão e falsidade ideológica. A Justiça aceitou a denúncia e impôs restrições aos réus, como recolhimento noturno e proibição de contato com vítimas.

Ações anteriores na Justiça Militar: O mesmo policial já responde a outras duas ações penais na Auditoria Militar por diversos crimes (incluindo extorsão mediante sequestro, corrupção e violação de sigilo), sendo submetido a medidas cautelares severas, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento do trabalho operacional e proibição de usar farda ou armas.

Origem da investigação e acordos: A operação começou em 2025 para apurar cobranças ilegais com uso de violência, coação e apropriação de bens, com histórico de prisões e buscas. Além das ações penais, a investigação resultou na celebração de quatro Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs).

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