PF revela que 46 postos de combustíveis em Curitiba participavam de esquema
Rede criminosa foi organizada em 2019 e já movimentou mais de R$ 23 bilhões
Publicado: 29/08/2025, 13:54

A Polícia Federal (PF) revelou nesta quinta-feira (28) que pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba estavam envolvidos em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e fraudes na comercialização de combustíveis. A investigação, que envolve a Operação Tank, aponta que uma organização criminosa atuava desde 2019 e movimentou mais de R$ 23 bilhões, incluindo depósitos fracionados, fraudes contábeis e a utilização de laranjas.
Segundo a PF, os criminosos fraudavam a venda de combustíveis com práticas como adulteração de gasolina e o uso da chamada “bomba baixa”, em que o volume abastecido é inferior ao indicado. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, além do bloqueio de bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 empresas, totalizando mais de R$ 1 bilhão em constrições patrimoniais.
A operação revelou que a rede criminosa não se restringia apenas aos postos de combustíveis, incluindo também distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.
Estima-se que pelo menos R$ 600 milhões foram lavados por meio de transações ilegais, repasses sem lastro fiscal e simulações de aquisição de bens e serviços. Em nota enviada ao portal RIC, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Paraná (Paranapetro) se posicionou sobre a Operação Tank: “A infiltração do crime organizado no segmento de combustíveis de todo o Brasil é um problema grave, e que vem sendo denunciado e investigado pelas autoridades competentes nos últimos anos. O Paraná é especialmente sensível por conta da entrada de produtos importados pelo Porto de Paranaguá, utilizados de forma ilegal em adulterações, conforme informações que também já tinham sido levadas ao conhecimento dos órgãos fiscalizadores. A operação em curso, desse modo, é muito importante para combater a ilegalidade no segmento, que se espalhou pela produção, distribuição e revenda, em diversos estados do Brasil”.
Com informações de: RIC.