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PMDB ameaça abandonar Dilma após reforma ministerial

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Gabriel Sartini

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Diante das declarações da presidente Dilma Rousseff, que está relutante em dar mais um ministério ao PMDB, a cúpula do partido resgatou uma antiga ideia. Ela estuda a possibilidade de antecipar para abril a convenção nacional que vai discutir o caminho que a legenda vai tomar nas eleições presidenciais. Na prática, o PMDB demonstrou a intenção de deixar de apoiar a reeleição da presidente.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, o Palácio do Planalto ainda vê o gesto como blefe e, ao menos por ora, duvida de uma saída drástica como essa. O partido tem cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Turismo, Agricultura e Secretaria de Aviação Civil) e quer ganhar a Integração Nacional. Em conversa preliminar na noite de segunda-feira com o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), Dilma afirmou que precisa contemplar outros aliados, como PTB, Pros e PSD, e evitar que eles migrem para o campo da oposição.

No encontro, a presidente disse que o PSD de Gilberto Kassab está subrepresentado, e que PTB e Pros ainda não tem cargos no primeiro escalão. Ambos ficaram de falar novamente. Ao deixar a reunião, Temer seguiu para sua residência oficial, onde se encontrou com integrantes da cúpula peemedebista para comunicá-los da posição do Planalto sobre a reforma ministerial. A partir de então, membros do partido começaram a ventilar a possibilidade de adiantar a convenção geral do partido, embora ainda não haja uma confirmação.

Informações da Folha de S. Paulo.

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